quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

QUINTA FEMININA: Maria Lenk: a primeira brasileira no Hall da Fama da natação

A natação fez parte de sua vida dos
10 anos até o último dia de sua vida,
quando faleceu aos 92 anos de idade
     Filha de imigrantes alemães que vieram imigraram para o Brasil, Maria Emma HulgaLenk Zigler nasceu em 15 de janeiro de 1915, e foi a principal nadadora brasileira. Pela sua dedicação ao esporte, tornou-se a única mulher do país a ser introduzida no Swimming Hall of Fame, em 1988. 

     A natação entrou na vida de Maria Lenk quando ainda era muito criança. Com a saúde comprometida por uma pneumonia, as primeiras nadadas aconteceram no Rio Tietê - em 1925, o rio não era poluído. Na época, não haviam piscinas onde a promissora atleta pudesse treinar. Aos dezessete anos, já era uma atleta de nível internacional. Foi a primeira mulher sul-americana a competir em Olimpíadas, nos Jogos de Los Angeles, de 1932. Detalhe: a viagem dela e dos outros 68 atletas da equipe brasileira foi custeada pela iniciativa dos próprios atletas em vender café no porão do navio.

     Maria Lenk não chegou a ganhar medalhas, mas foi a responsável pela introdução do nado borboleta, nas Olimpíadas de Berlim, em 1936. Três anos depois, durante a preparação  para os Jogos Olímpicos de Tóquio, quebrou dois recordes mundiais individuais, sendo a primeira e única brasileira a fazê-lo.

Seus feitos a colocaram no Hall da Fama
da Natação
     Os planos para as Olimpíadas do ano seguinte tiveram que ser interrompidos por conta da Segunda Guerra Mundial, gerando uma grande decepção. Maria Lenk era a favorita para ganhar e se tornar a primeira mulher medalhista de ouro. Este feito só foi alcançado 68 anos depois, com a saltadora Maureen Maggi.

      No início dos anos 40, é a única mulher da delegação de nadadores sul-americanos que excursiona pelos Estados Unidos. E lá, quebra doze recordes norte-americanos e aproveita sua estadia para concluir o curso de Educação Física na Universidade de Springfield. Em 1942, ajudou a fundar a Escola Nacional de Educação Física do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, a URFJ.

     No campeonato mundial da categoria 85 a 90 anos, realizado no ano 2000, ela voltou de Munique  com cinco medalhas de ouro. Em 2003, lançou o livro Longevidade e Esporte, que mostra os benefícios trazidos pela prática do esporte. Maria Lenk faleceu aos 92 anos de idade, por parada cardiorrespiratória, após exercitar-se na piscina do clube Flamengo.

Fonte: Wikipedia

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Os esteriótipos que se perpetuam ao longo do tempo

 
Rosalie Duthé foi considerada uma loira dotada de
pouca inteligência
    U
m dia alguém faz um comentário, outra pessoa o repete e, de repente, os esteriótipos são criados. Quem não fez, ou já ouviu uma piada que associa a mulher loura com a falta de de inteligência? Dita em tom de brincadeira e, por vezes, até aceita no mesmo tom, a piadinha só acaba reforçando o imaginário masculino de menosprezo à mulher, quando se aproveita do tal esteriótipo enraizado na sociedade.

     Muitos, ou quase todo aquele que reproduz a "brincadeirinha", nem sequer sabe onde e como surgiu a máxima de julgar a mulher loira como uma pessoa "burra". O poeta romano Propércio (Sextus Aurelius Propertius - 43 a.C - 17) criticou severamente as mulheres que alteravam a cor de seus cabelos no século I a.C. Dizia-se, na época, que clareavam seus cabelos para imitar as gaulesas e germânicas, mulheres de povos bárbaros, considerados estúpidos. "Muitos males cercam a jovem que estupidamente pinta seu cabelo com falsa cor." Os bárbaros eram tidos como um povo ignorante e selvagem, portante, se parecer com elas - as mulheres - seria uma burrice.

     De acordo com a Ecnyclopedia of Hair, o mito vem da biologia. Fios louros são comuns em crianças e tendem a escurecer quando crescemos. Portanto, cabelos claros são associados com infantilidade, ingenuidade, e menos habilidade com a linguagem. Outros atribuem o conceito moderno a uma cortesã francesa chamada Rosalie Duthé, que era conhecida por ser bonita, mas de "cabeça vazia" e incapaz de manter uma conversa coerente. Nascida no ano de 1748, serviu de companhia para reis franceses e a nobreza europeia. Duthé era muitas vezes solicitada para retratos, incluindo nus parciais e totais, muitos dos quais ainda existem em museus e coleções particulares.

     Chegando aos dias atuais, uma pesquisa realizada pela Universidade de Queensland na Austrália, revela que as loiras têm salários 7% maiores do que mulheres com outra cor de cabelo. Segundo David  Johnston, coordenador do estudo, a associação entre loiras e beleza prevalece sobre qualquer esteriótipo de que elas sejam menos inteligentes.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Mecanismo pode ajudar na locomoção de deficientes visuais em ambientes pequenos


    Um dos sentidos utilizados pelos morcegos - a ecolocalização - que os auxilia a detectar obstáculos e se orientar durante o voo, agora pode ajudar deficientes visuais. Pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, do campus de São Carlos da Universidade de São Paulo criaram um mecanismo para orientar a locomoção do usuário em ambientes internos. 

      Um dispositivo eletrônico, que pode ser facilmente carregado pelo usuário, utiliza sensores de ultrassom para detectar obstáculos e, por meio de um software de processamento de áudio tridimensional, produz sons que "parecem" vir de determinada direção e distância. A fonte sonora, na verdade, é virtual: o áudio espacial é produzido por meio de fones de ouvido, de modo que o usuário tem apenas a sensação de que o som vem de algum lugar ao seu redor. De acordo com o professor Francisco José Monaco, do Departamento de Sistemas de Computação do ICMC, responsável pelo projeto, a técnica é chamada orientação espacial psicoacústica  e auxilia o usuário a evitar paredes e outros obstáculos enquanto caminha.

     Em uma primeira etapa, um protótipo foi produzido para avaliar quais técnicas são adequadas. Na etapa atual, o sistema está sendo aprimorado com o uso de tecnologias mais sofisticadas e pretende-se realizar testes mais precisos com deficientes visuais. Ainda não há estimativa de inserção do dispositivo assistivo no mercado, ainda que os resultados sejam promissores, porque ainda são necessárias mais pesquisas. 
     

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Diferentona? Não, apenas alheia ao mundo dos memes

     Não sei vocês, mas vez ou outra - ou vez e sempre - leio comentários no Facebook sobre assuntos que eu não faço ideia do que se trata. Isso não significa viver alheia ao cotidiano, ou de assuntos de interesse geral. Mas, me refiro ao mundo dos tais "memes". Se você desconhece um tema sobre o qual todos estão falando, pode ter certeza de que você vive num mundo paralelo. Você é o diferente...ou a diferente. Por que não, a diferentona?

     Pois bem, é sobre esse adjetivo, que nem mesmo os dicionários reconhecem como uma palavra existente, que nos últimos dias me senti vivendo no tal mundo paralelo. De uma hora para outra, choveram hastags antecedidass pela palavra diferentona. Mas, como diriam os portugueses, que raios isso significa? O primeiro meme de 2016 nada mais é do que um texto que ironiza frases ditas por pessoas  que acham que apenas elas fazem ou dizem alguma coisa.

     Não se sabe ao certo como o meme tornou-se mais um viral nas redes sociais. Sabe-se que uma usuária, revoltada com pessoas que se acham exclusivas, tuitou o que seria o início do viral. A mensagem, publicada no final de novembro, foi amplamente repercutida nos últimos dias, contando com mais de 23 mil retweets. Além disso, uma página no Facebook sobre o tema já conta com mais de 300 mil curtidas. 

domingo, 10 de janeiro de 2016

Sim, é diabetes!! E agora?

Tratamento da diabetes
canina consiste no uso da
insulina de uso veterinário
     Semana passada, descobrimos que Kate,  minha cadela da raça labrador, que tem 8 anos de idade, está com diabetes. Nem desconfiávamos que pudesse ser a doença, diante dos primeiros sintomas que ela apresentou há pouco mais de um mês: beber muita água, urinar várias vezes ao dia e perder peso repentinamente. O resultado? Uma taxa de glicose de 325mg/dL, quando os valores normais de glicemia variam de 70mg/dL a 110mg/dL.

     Por mais que saibamos que eles, os animais, têm rins, pâncreas, fígado, estômago, e demais órgãos que nós, seres humanos, temos, fica um pouco difícil imaginar que a doença - tão comum entre os homens - seja tão comum nos peludos. Ainda mais porque parte da comunidade científica costuma associar que nos homens a tal doença é causada também por questões emocionais. Cães ficam magoados? Sentem tristeza? É provável que sim, mas talvez o modo como lidam com estas situações seja bem diferente da maneira como nós lidamos. De todo modo, a doença aparece, ou melhor, apareceu.

     O Diabetes Melitus é muito comum em cães adultos e idosos. Ela é causada tanto pela diminuição da produção de insulina quanto pela diminuição de sua ação. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que auxilia a mover a glicose do sangue para as células do corpo, onde é utilizada para produzir energia. Parece haver vários fatores que contribuem para o desenvolvimento do diabetes em cães. E nas fêmeas, com idades que variam  dos 7 aos 9 anos, parecem estar em um grupo de maior risco.

     Caracterizada pelas altas doses de glicose no sangue e na urina, o diabetes é uma das desordens hormonais mais comum nos cão, e quase sempre requer tratamento com insulina, para regularizar os níveis de glicose no sangue. Além disso, é importante a mudança na dieta e exercícios físicos. Os medicamentos orais que algumas pessoas diabéticas utilizam no tratamento não são úteis em cães.

     No entanto, o controle das dosagens de insulina só podem ser feitos mediante prescrição médica. As doses variam de acordo com o estágio da doença e o peso do animal. Doses erradas podem causar graves problemas, inclusive levar o animal ao óbito.

sábado, 9 de janeiro de 2016

9 de Janeiro, uma importante data para o circo

No século 19, o circo chegou aos Estados Unidos
     Da forma como conhecemos hoje, no dia 9 de janeiro de 1768, o inglês Philip Astley apresentou o primeiro circo moderno, com seu picadeiro circular e a reunião das atrações  que compõem o espetáculo, com acrobatas, palhaços e animais treinados. Nascido no ano de 1742, este inglês é considerado o pai do circo, pois foi o primeiro a sistematizar a ideia de circo como um show de variedades assistido por um público pagante.

     Além de variedades circenses, encenou pantomimas e hipo-dramas. O hipo-dramas, ou drama equestre, tinha o cavalo como atração principal. Eram encenações grandiosas de lutas e guerras, especialmente as Napoleônicas. Entre guerras e nacionalismos, o hipo-drama se aproximou da poética romântica em dois aspectos: a historicidade e a subjetividade cindida em dilemas sociais e morais. 

     Com o sucesso, Astley incorporou ao espetáculo vários outros artistas e, sua companhia passou a apresentar-se em Paris. Nessa época, o domador Antoine Franconi ingressou na companhia de Astley. A instabilidade  causada com os arroubos da Revolução Francesa, em 1789, forçou o inglês a abandonar a França. Com isso, Franconi se tornou um dos maiores  circenses da França. Com o passar  do tempo, a tradição itinerante dos artistas circenses motivou a expansão das companhias de circo.

     Na Europa, até metade do século 20, o circo sofreu um período de grande retração. As guerras mundiais, ambas protagonizadas em solo europeu, e as crises econômicas da época impuseram uma grande barreira às artes circenses. Ao mesmo tempo, o aparecimento do rádio e da televisão também inseriu uma nova concorrência no campo de entretenimento.

Fonte: Historia do mundo
Foto: Internet

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

LER&SER: "Blog:Comunicação e Escrita Íntima na Internet" - Denise Schittine

     Em tempos onde público e privado estão cada vez mais próximos; onde pessoas expõem diariamente nas redes sociais informações pessoais, este ensaio de Denise Schittine cai como uma luva. O livro fala de um fenômeno típico de nosso tempo. A jornalista investiga o fenômeno dos blogs, os atuais diários íntimos na internet, e faz uma pertinente observação sobre a invasão do espaço privado pelo público, tanto por esse meio de comunicação como em programas de televisão, como o Big Brother e outros do gênero reality show.

      A jornalista constata que os blogs vêm pouco a pouco substituindo os velhos diários de papel. Mas com uma característica bem peculiar. Os blogs, que na maioria das vezes tratam de detalhes da vida privada de seus autores, não existiriam se não fosse a presença de um público-leitor, que opina constantemente sobre a vida do blogueiro. É o contrário do diário tradicional, que sobrevive somente com o olhar de seu autor.

     O blog supõe comentários, influências de um leitor. Por isso, é muito interessante, porque pratica um novo tipo de discurso e memória. Uma memória tecida com os fios fornecidos pelo outro.