sábado, 7 de novembro de 2015

Hoje é o Dia C. Previna-se

Se apresentar alguns destes sinais procure o dermatologista
para analisar sua pitna
     O Brasil participa hoje, dia 7 de novembro, da maior campanha realizada por dermatologistas no mundo todo. Trata-se do Dia C, quando é celebrado o Dia de Combate ao Câncer de Pele. Mais de três mil médicos voluntários estarão trabalhando nos 121 postos de atendimento de 23 estados brasileiros.

     Durante o período das 9h às 15h, os especialistas vão realizar consultas simultâneas para análise, diagnóstico e posterior tratamento da doença, em hospitais públicos credenciados, postos de saúde e tendas montadas em pontos de grande circulação. Nos postos, também estão previstas atividades educativas, como aulas expositivas sobre foto-proteção e sobre como suspeitar do câncer de pele.

     O câncer de pele é o mais frequente em todo o país, correspondendo a 25% dos casos e é para combatê-lo que a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove, todos os anos, essa campanha.

Como participar 

     Por meio dos números 0800-701-3187 e 0800-707-7343 e com o CEP em mãos, a população poderá tirar dúvidas e saber os postos de atendimento mais próximos de sua residência. A relação completa pode ser visualizada aqui.

          
Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia
Ilustração: Clínica Dermatológica Skinlaser

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Ler e Ser: "O Turista Aprendiz" - Mário de Andrade

Obra rara de Mário de Andrade será relançada
     Escrito em forma de diário, o livro O Turista Aprendiz narra duas viagens de Mário de Andrade. A primeira, na companhia da aristocrata do café e mecenas dos modernistas Olívia Guedes Penteado e da filha da Tarsila do Amaral, pintora da obra Abaporu, Dulce do Amaral Pinto. Durante três meses, a partir de 1927, a comitiva saiu do Rio de Janeiro a Iquitos, no Peru, navegando pelos rios Amazonas, Solimões e Madeira.

     Na segunda viagem, Mário de Andrade parte sozinho para o Nordeste, em novembro de 1928, onde permanece até fevereiro do ano seguinte. É recepcionado entre outros, por Ascenso Ferreira, Jorge de Lima, Cícero Dias e Câmara Cascudo. O contato com a floresta e com o sertão, com os diversos tipos humanos e manifestações culturais, a religiosidade, os folguedos, as danças, as músicas, quase sempre impregnadas de sincretismo e superstição, causam nele grande impacto, consolidando uma visão de nacionalidade abrangente em oposição às concepções regionais até então majoritárias.

     O relato das viagens reforça valores já presentes na Semana de Arte Moderna de 1922. O resgate de um Brasil de feição mestiça e desgarrado dos padrões europeus, até então. Não é por acaso que Macunaíma, uma das obras mais importantes do autor, vem à luz em 1928, entre as duas viagens. O Turista Aprendiz foi concluído em 1943. Teve sua primeira edição em 1976 e a última em 1983.

Relançamento

     A obra O Turista Aprendiz será relançada no próximo dia 12 de novembro na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. O projeto é uma iniciativa dos Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o IPHAN, e o Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo, a USP e conta com o apoio da Fundação Vale.

     A edição dos diários textuais da obra  chega acompanhada de CD-Rom dos diários de Mário de Andrade fotógrafo, formado por imagens e legendas que também narram as duas viagens. Também será encartado com a publicação o DVD com o documentário de autoria de Luiz Bargmann, A Casa de Mário, exibindo facetas do cotidiano do escritor.

Fonte e imagem: IPHAN

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

QUINTA FEMININA: a rouca e louca Janis Joplin


Janis, a maior cantora de rock dos
anos 60. A moça branca cuja voz
igualava-se às cantoras negras de
blues e jazz da época
   O ano de 2015 marca os 45 anos sem Janis Lyin Joplin. Mais viva do que nunca, para a nação roqueira a rainha do rock, nunca morreu. Posto este alcançado nos anos 60 graças a sua voz rouca e extremamente afinada. É considerada a maior cantora de blues e soul da sua geração.

    Influenciada por grandes nomes do jazz e do blues como Aretha Franklin, Billie Holiday, Etta James, Tina Turner e outros, Janis fez da voz sua característica mais marcante, tornando-se um dos ícones do rock psicodélico.

     Entretanto, o vício nas drogas e no álcool encurtou sua carreira. Morta em 1970, com apenas 27 anos de idade, devido a uma overdose de heroína, até mesmo depois de sua morte, Janis Joplin mostrou-se avessa à formalidades. A cantora deixou 1.500 dólares em seu testamento para que seus fãs e amigos dessem uma festa em seu funeral. A Banda Grateful Dead foi chamada para tocar. Cremada, suas cinzas foram jogadas na costa da California.

Antes da fama

     Janes Joplin nasceu no estado norte-americano do Texas. Cresceu ouvindo músicos de blues, tais como Bessie Smith, Leadbelly e Big Mama Thornton e cantando no coro local. E foi na Universidade do Texas, onde ela começou a cantar blues e folk com os amigos. Cultivando uma atitude rebelde, Joplin se vestia como os poetas da geração beat. Nessa época, morando em São Francisco, o consumo de drogas tornava-se excessivo, obrigando-a voltar para a cidade natal, Port Arther, para se tratar.


Janis foi encontrada morta no quarto de hotel, vítima de
overdose de heroína. O dia 4 de outubro entrou para a
historia do rock mundial
     Em 1966, de volta à São Francisco, aproximou-se da banda Big Brother&The Holding Company, que estava ganhando algum destaque entre a nascente comunidade hippie. O alge da banda foi no Festival Pop de Monterey, com uma versão da música Ball and Chain e os marcantes vocais de Janis. O segundo álbum, de 1968, fez o nome de Janis, cuja música Peace of my heart atingiu o primeiro lugar nas paradas da Billboard. 

     Foi também em 1968, que Janis deixou a banda e formou o grupo Kozmic Blues Band, que a acompanhou no Festival de Woodstock. O grupo se separou, depois de lançar um álbum, e novamente Janis formou então o Full Tilt Boogie Band. O resultado foi o álbum Pearl, lançado após sua morte.

     As últimas gravações que Janis fez foram Mercedes-Benz e Happy Trails, esta última como presente de aniversário a John Lennon que faria aniversário no dia 9 de outubro - cinco dias após Janis ter morrido. Em entrevista, John Lennon confirmou que a fita chegou em sua casa após Janis morrer.

     Ela entrou para o Rock and Roll Hall of Fame em 1995, junto com Led Zeppelin, The Alman Brothers Band, Frank Zappa, Al Green e Neil Young.

Consequências do vício

     Em 1967, Janis Joplin foi apresentada a Albert Grossman (empresário de Bob Dylan). Drogada, ela caiu no chão em estado lastimável. Mas, mesmo assim, ela foi contratada no dia seguinte.
     
     Esteve uma vez no Brasil, em fevereiro de 1970, na tentativa de se livrar do vício em heroína. E por aqui fez historia. Durante sua estada, bebeu muito e foi expulsa do hotel Copacabana Palace por nadar nua na piscina. E quase foi presa por conta de suas atitudes na praia. Tentou, ainda, desfilar numa escola de samba, mas por conta de suas vestimentas, teve seu acesso negado. Louca, rouca e extremamente talentosa, é uma rainha que ainda faz falta.

Fonte: Wikipedia

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Período de férias procova queda no estoque dos bancos de leite humano

Baixo estoque favorece apenas os prematuros,
os recém-nascidos com baixo peso e os que são
alérgicos ao leite industrializado 
     Com a aproximação do período de férias, muitas pessoas viajam, e com isso, diminuem os estoques nos bancos de leite nas cidades. Um problema crônico e que coloca em risco a saúde de muitos bebês que necessitam do alimento materno para a qualidade de vida.

     Apesar das campanhas, a principal delas, no começo do mês de setembro, quando se comemora a Semana do Aleitamento Materno, não chega a ser suficiente para conscientizar mães sobre a importância de doar o leite durante o ano todo.

     Prova disso é que em Botucatu, o Banco de Leite Humano do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista, a Unesp, precisa com urgência de doações de leite. O banco já apresenta déficit de doações desde setembro, quando foram coletados apenas 29 litros (contra 50 litros em agosto), e no mês de outubro, apenas 17,5 litros.

     A consequência disso é que nem todos os bebês poderão consumir leite materno. O Banco de Leite procura oferecer só o leite materno  para os bebês internados, mas quando o estoque está baixo, a prioridade ao leite materno são os bebês prematuros, os recém-nascidos com baixo peso ou os que têm alergia à fórmula industrializada.

     A doação é importante porque o leite humano é rico em nutrientes essenciais para os recém-nascidos. As doações podem ser feitas por lactantes que estejam em bom estado  de saúde e que não sejam fumantes, usuárias de drogas, ou façam uso excessivo de álcool. Mais informações podem ser obtidas com o Banco de Leite Humano através do telefone 14-3811-6410.

Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano

     A Rede BLH tem por missão a promoção da saúde da mulher e da criança mediante a integração e a construção de parcerias com órgãos federais, a iniciativa privada e a sociedade. O Banco de Leite de Botucatu pertence à Rede. Clique aqui e encontre informações e endereços de todos os Bancos de Leite Humano do Brasil.

Fonte: Unesp

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking de mortes por raios

A pesquisa revela também que a idade das vítimas tem
diminuído. O índice daqueles com menos de 24 anos mortos
por raios passou de 40% para 68%
     Com a chegada do período de chuvas, aumenta a preocupação sobre um fenômeno bastante comum no Brasil, os causados por raios. E apesar da redução nacional, as mortes na Região Norte aumentaram  e passaram de 18% para 21% dos casos. De acordo com o estudo realizado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, de 2000 a 2014, 1.789 pessoas morreram atingidas por raios em todo o país. O Brasil é o sétimo em número de mortes por raios, atrás da China, Índia, Nigéria, México, África do Sul e Malásia. 

     No entanto, o Sudeste continua com o maior número de vítimas, por ter maior população, mas agora com 26% dos casos, contra 29% antes. Nas demais regiões, os dados seguem o padrão nacional de diminuição.

     A causa de tantos casos na Região Norte, segundo o coordenador do Grupo, Osmar Pinto Júnior, pode ser pela falta de informação, porque há nesta região um número elevado de cidades pequenas muito distantes dos grandes centros urbanos. Além disso, é a região que mais vem esquentando devido ao aquecimento global.

     De acordo com Osmar, é preocupante o número de pessoas que morrem dentro de casa em função dos raios, apesar dos imóveis garantirem certa proteção. "Mas o problema vem pelas redes elétrica e telefônica. Por isso, durante as tempestades, as pessoas devem evitar banhos no chuveiro elétrico, falar ao telefone com fio e ficar próximo a eletrodomésticos e grandes objetos metálicos. Falar ao celular não é perigoso, desde que ele não esteja conectado ao carregador. Mas, as principais circunstâncias  de mortes por raios são no transporte, embaixo de árvores, em campo de futebol e na praia.

     Os dados fazem parte do livro Brasil: Que raio de historia, lançado em Brasília, no último dia 25, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

     E pensar que no passado, os raios já foram associados a manifestações místicas e, hoje, está mais ligado à ciência e em como eles podem ajudar a prever o futuro do clima. 

Fonte: Empresa Brasileira de Comunicação
Foto: Internet  

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Dia de celebrar?

     A palavra celebração remete a comemoração. Certo? E usá-la para referir-se a um dia em que comemorar é o que menos se faz diante da partida de um ente querido, soa de mau gosto? Sim, claro. Mas por que a morte tem que encontrar sentido na tristeza? Por que, o único acontecimento que temos como certo nos remete a dor, ao lamento? Por que a dor incomoda? Por que a morte machuca? Talvez, porque ainda, presos à vida material, nos vemos obrigados a ter de nos despedir daqueles que amamos. E mais, devemos deixa-los partir sem ter a certeza de um possível reencontro; ainda que muitas religiões insistam em nos confortar dizendo ser breve o encontro. Será?

      Infelizmente, não nos foi ensinado como lidar com a despedida. Dói saber que nunca mais veremos aqueles que tanto amamos. Dói saber que ele ou ela não estará mais ao nosso lado para nos confortar quando a dor surgir. Dói não mais poder brincar. Dói não mais ter com quem brigar. Dói saber que abraço não mais será dado, e o beijo no lábio não será mais compartilhado.

      Também não nos foi ensinado como lidar com o tempo. E por isso não temos a consciência de que ele não é o nosso amigo, o nosso aliado. Ele não espera pelo minuto certo para providenciar a despedida. Ele apenas faz acontecer.

     Como não há outro caminho, e todos nós, mais cedo ou mais tarde, iremos passar pela dor da despedida, por que não comemorar? Comemorar por ter conhecido o amigo. Celebrar por ter podido aprender com o  pai, a mãe que partiram. Celebrar por ter aprendido com aquele tio que fez o papel do ausente pai. Celebrar pelos avós que tiveram a palavra carinhosa, quando a paterna foi ausente. Celebrar as risadas que brotaram nas situações mais inesperadas. Celebrar o abraço que lhe foi dado pelo sujeito a quem você viu apenas uma vez, e tão cedo soube da sua morte. Celebrar os ensinamentos e que, por causa deles, você é capaz de ensinar outrem. Celebrar as pinturas, a arte, que detalhadamente transmitem os sentimentos daquele que as fez. Celebrar, celebrar, celebrar. 

     E por mais que seja difícil celebrar a dor pelo outro que se foi, talvez seja fácil imaginar que um dia alguém possa celebrar ter te conhecido. Portanto, viva o breve momento e celebre a oportunidade que a vida lhe deu de poder estar junto.

     

     

domingo, 1 de novembro de 2015

A barbárie que caminha com o tempo

Era comum fotos de linchamento
serem transformadas em cartões-
postais, exclusivamente de negros
     Diariamente, lemos, vemos ou ouvimos casos de linchamento ocorridos no Brasil e no mundo. E muitos não devem saber é que a origem da palavra é atribuída ao coronel Charles Lynch, que praticava o ato por volta de 1782, durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos ao tratar dos pró-britânicos. Apesar de alguns autores remeterem a palavra ao capitão Willian Lynch, do Estado da Virgínia, que manteve um comitê para manutenção da ordem durante a revolução, por volta de 1780.

     Independente do autor, a lei de Lynch deu origem à palavra linchamento, em 1837, designando o desencadeamento do ódio racial contra os índios, principalmente na Nova Inglaterra, apesar das leis que os protegiam. Bem como contra os negros perseguidos pelos "comitês de vigilância" que deram início ao Ku Klux Klan. No sul, é a desconfiança da lei e a reivindicação de anarquia que favorecem o seu desenvolvimento.

     Ainda que a etimologia da palavra deixe dúvidas sobre sua paternidade, o ato já ocorrida desde a Idade Média na Europa e, no século 19 na Irlanda e na Rússia.

     Nos Estados Unidos, antes da Guerra Civil, o linchamento era usado principalmente contra defensores dos direitos civis, ladrões de cavalos e trapaceiros. E seu uso se expandiu por volta de 1880, para grupos de status social supostamente mais baixo, como negros, judeus, índios e imigrantes asiáticos. 

     A prática do linchamento ficou particularmente associada ao assassinato de negros no sul dos Estados Unidos no período anterior às reformas dos direitos civis da década de 1960. Mais de 85% dos estimados 5 mil linchamentos do período posterior à guerra civil ocorreram nos estados do sul, mas o problema era nacional, com um ápice em 1892, quando 161 negros foram linchados. As práticas de linchamentos, assistidas por uma grande multidão de pessoas, eram variadas, mas todas tinham em comum o ódio racial.

     No Brasil, os linchamentos já apresentaram uma conotação diretamente racial, assim como nos Estados Unidos, sobretudo no século 19. Até hoje esta prática ainda é usada em vários países. A diferença é que passou a se desenvolver em outras classes sociais. Se antigamente era usada pelos conservadores e a elite, hoje, é bem mais comum entre os mais pobres, em casos de crimes graves. O que se observa é que estes crimes são cometidos por indivíduos descrentes do poder dos aparelhos judiciais. Estas pessoas tentam restabelecer a ordem perdida. 

     Práticas deste tipo expressam uma cultura de hierarquização da sociedade, onde alguns grupos estão excluídos da proteção das leis e podem ser mortos, sem maiores consequências. Os linchamentos no Brasil expressam a existência de uma sociedade seletiva, que não atinge a todos de maneira igual.

Fonte: Wikipedia
Foto: Blog Menezes Ciência