domingo, 14 de junho de 2015

Produção brasileira ganha espaço no mercado predominantemente estrangeiro

Público-alvo é de crianças entre 4 e 7 anos de idade
Ele é muito conhecido entre os telespectadores mirins do canal de TV paga Discovery Kids; e para os pais, só mais um desenho animado. E o grande público provavelmente não saiba, mas Peixonalta e Show da Luna são duas produções. totalmente brasileiras.

No ar desde 2009, a série-animada Peixonauta, da produtora TV PinGuim, apresenta as aventuras de um peixe agente secreto que vive entre o mundo aquático e terrestre em busca de soluções para proteger o meio ambiente. O sucesso é creditado em boa parte pela animação aliar entretenimento e conscientização ambiental, através de um conteúdo educativo.

Em um mercado de séries infantis predominantemente ocupado por produções britânicas e norte-americanas, como Peppa Pig, Backyardigans e A Hora de Aventura, Peixonauta ganhou destaque. A série feita pela produtora brasileira, em associação com a Discovery Kids, tem como público-alvo crianças entre 4 e 7 anos e está em sua segunda temporada.

A Produtora

Com sede em São Paulo, e fundada por Célia Catunda e Kiko Mostrorigo, a produtora TV PinGuim conseguiu fazer o que nenhuma outra havia conseguido: produzir uma série de animação inteiramente no Brasil e conquistar seu espaço nos canais de TV. Pioneira no mercado de animação, a produtora foi buscar no mercado internacional, a chance de se firmar como uma produtora independente, o que não foi possível aqui no Brasil, que não havia mercado para as independentes.

O sucesso foi tanto na América Latina, que Peixonauta já foi vendido para mais de 80 países, entre eles, Estados Unidos, Canadá, índia, Emirados Árabes, Iraque, Hong Kong, Coreia e Angola. No entanto, os desafios são grandes e muito ainda tem que ser feito. Um bom começo, é investir em mais produções e agilizar o acesso aos recursos para viabiliza-las, porque tecnologicamente, a realidade brasileira ainda é muito distante do mercado norte-americano; mas em termos de narrativa e criatividade, a competição se iguala.

Fonte: Site Administradores 



sábado, 13 de junho de 2015

Em um ano, Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência registrou 14 mil casos

Desde que foi criada, em junho do ano passado, até hoje, a Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo contabilizou mais de 14.100 registros, entre os meses de maio de 2014 a maio de 2015. Diretamente, a unidade já atendeu 761 casos; foram lavrados 212 Boletins de Ocorrência e instaurados 82 inquéritos. Soma-se a esses dados, os acompanhamentos das denúncias que chegam pelo serviço Disque 100 e pelas ocorrências provenientes de todo o estado. 

A Delegacia opera com modelo diferenciado e conta com um Centro de Apoio Integrado por assistentes sociais, psicólogos, intérpretes de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais), cientista social e recursos de tecnologia assistiva, que facilitam o acesso à informações para pessoas com deficiência visual. Além do atendimento direto, os policiais e a equipe multidisciplinar oferecem suporte remoto ou presencial a outros distritos policiais, realizam visitas domiciliares e encaminham as vítimas para serviços de proteção social. Um outro serviço, é informar policiais sobre as características da violência contra pessoas com deficiência e capacitá-los para melhor atender as vítimas com este perfil. Mais de 300 alunos da Academia de Polícia, Acadepol, já passaram por este treinamento.

Uma violência quase invisível

Dados internacionais da Organização das Nações Unidas reforçam a necessidade de um olhar específico aos portadores de algum tipo de deficiência que tem 1,5 vezes mais chances de ser vítima de abuso sexual e 4 a 10 vezes maior probabilidade de ter vivenciado maus-tratos quando criança. Esse público também tem mais dificuldade em acessar serviços e obter a intervenção da polícia, proteção jurídica ou cuidados preventivos, seja por problemas de locomoção ou de comunicação.

Para enfrentar essa situação, surgiu o Programa Estadual de Prevenção e Combate à Violência contra Pessoas com Deficiência, oficializado por meio do decreto 59.316, de 21 de junho de 2013.

Contato:

Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência - DPPD
Rua Brigadeiro Tobias, 527 - térreo - próximo à estação Luz do metrô
2ª a 6ª feira - das 9h às 18h
Tel.: 11 3311-3380 / 3381 / 3383
e-mail: violenciaedeficiencia@sedpcd.sp.gov.br
Skype: apoio_dppd

Fonte: Secretaria de Direito da Pessoa com Deficiência

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Toca Raul. Sim, ele toca


Figurino é rico em detalhes, para se aproximar ao do ídolo
Há seis anos que Renato Ignácio toca Raul, quando decidiu levar a sério os comentários de amigos sobre sua aparência e semelhança com o ídolo Raul Seixas. Mas para chegar o mais próximo do homenageado, Renato mergulhou nas obras do roqueiro, assistindo vídeos, e se atentando a detalhes. "Claro que a semelhança ajudou, mas esse trabalho de pesquisa, em conjunto com a minha esposa Karin Figueira, foi muito importante para incorporar características e compor o figurino", explica o músico. Aliás, as roupas de Raul são um show a parte, pois vão muito além dos padrões comportados de alguns roqueiros da atualidade.

Renato se dedica de corpo e alma para interpretar as canções imortalizadas por Raulzito. E isso ficou evidente no primeiro show que aconteceu num local, que segundo o próprio Renato, "tinha a cara do Raul". Então, a partir daí, do show no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, de Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, que o Projeto Viva Raul ganhou vida, através da parceria com a Branco Produções. Esta nova etapa começou com um show em São Paulo, quando Renato e sua banda subiram ao palco do Teatro Bradesco.

Poaense tem 40 anos de idade
Raul Seixas (foto abaixo) morreu quando tinha 44 anos e, se vivo estivesse, completaria 70 anos no próximo dia 28 de junho. "Depois de anos, nos deixou uma obra imensa e maravilhosa”, comenta Renato. E para comemorar a data, Renato foi convidado por Kika Seixas, viúva de Raul, a fazer parte do show intitulado Baú do Raul, que irá acontecer no dia 25 de junho, no HSBC, em São Paulo. "Sou muito grato à ela e a toda família. Obter o reconhecimento do meu trabalho, pra mim é de suma importância. E sou grato também aos meus parceiros, equipe técnica, amigos e familiares. E principalmente, ao público Raul Seixista que nunca deixará sua obra morrer", comenta. 

Se muitos são os fãs, inúmeros são os covers de Raul espalhados pelo Brasil. No entanto, engana-se quem pensa existir concorrência entre eles. Segundo Renato, com alguns deles, faz questão de manter contato; mesmo porque "homenageamos o mesmo mestre". 


Raul Seixas: "Há homens que nascem póstumos"
Natural da cidade de Poá, região metropolitana de São Paulo, Renato trabalhou como tatuador, comunicação visual, e hoje se dedica exclusivamente ao musical Viva Raul. Mas Renato sonha em um dia poder mostrar suas próprias composições. Para isso, ele sabe que um caminho o espera. Mas como ensina o ídolo na música Tente Outra Vez"Veja, não diga que a canção está perdida. Tenha fé em Deus, tenha fé na vida. Tente outra vez". Referência também para ele, esta canção o próprio Renato acha que todo ser humano deveria escutar pelo menos uma vez na vida. Então, vamos tentar quantas vezes for possível.

Informações sobre a agenda de shows, através do site: www.vivaraul.com.br

Foto 1 e 2: Arquivo pessoal do site do músico
Foto 3 Raul Seixas: Internet


quinta-feira, 11 de junho de 2015

QUINTA FEMININA: A ilustradora que reinventou os livros de colorir

Criada numa fazenda na Escócia, seu trabalho é inspirado na fauna e na flora
Arte? Mania? Passatempo? Terapia para acalmar os dias de estresse? Seja qual for o motivo, vai marcar 2015 como o ano em que adultos tornaram-se consumidores vorazes de caixas de lápis-de-cor para colorir livros recheados de desenhos em preto e branco. E esse modismo todo começou pelas mãos da ilustradora escocesa de 32 anos, Johanna Basford, que está faturando um bocado com a nova mania entre os grandinhos.

Foi em 2013, que a artista, que tem em seu currículo trabalhos para clientes como Absolute Vodka, a rede de televisão Channel 4, e outros, ficou famosa no mundo todo como autora de livros. O primeiro, intitulado Jardim Secreto, atingiu a marca de 1 milhão de cópias vendidas em todo o mundo. O segundo, Floresta Encantada, lançado em 2015, só em um mês, vendeu 236 mil cópias. 


Para quem não conhece, os livros contem basicamente desenhos em preto e branco para colorir,e por serem complexos em detalhes, são recomendados para adultos. Possuem ilustrações intrincadas, com detalhes ocultos. Enquanto a pessoa está colorindo, por exemplo, uma grande árvore com centenas de folhas, ela acaba encontrando um pássaro ou algum outro animal. Já nas primeiras páginas, Johanna lista quantos animais estão escondidos dentro do livro. E colorir passa a ser uma aventura de descobertas. 

Uma ideia que parecia simples e impossível de ter sucesso, deu certo; especialmente no Brasil. É só entrar nas livrarias, que eles estão dispostos de forma a chamar a atenção. Os adultos que gostam de pintar e adotaram o hábito, afirmaram se sentir mais calmos.

Formação

Johanna formou-se em 2005 em licenciatura em tecidos impressos com um portfólio recheado de serigrafias de seda monocromático e desenhos à mão. A autora não gosta de utilizar o computador, porque acredita que esse tipo de trabalho é frio, enquanto que os desenhos manuais captam uma sensação de energia e caráter que nenhuma máquina consegue reproduzir.

Um caso de amor e ódio com o mercado editorial

Segundo matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, no último dia 26 de maio, 11 dos 20 livros mais vendidos no Brasil são livros de colorir para adultos. O já citado Jardim Secreto e Mãe, Te Amo com Todas as Cores encabeçam a lista.

Há os que discordam da classificação. Carlos Andreazza, editor-executivo da editora Record, lança uma campanha para a maioridade intelectual. "Caderno de atividades não é livro, logo não deve estar na lista de mais vendidos", diz ele na matéria. Pedro Herz, diretor-presidente da Livraria Cultura, critica o que chama de "moda passageira". "Amanhã muda, e será livro de sudoku. Passatempo um pouco mais inteligente". Tanto Herz quanto Andreazza associam o fenômeno à educação deficiente, que afeta o público leitor do país.

Por outro lado, Rafaella Machado, editora do selo Galera, encara como "tolice elitista protestar contra qualquer hype. Esses livros atingem quem lê no máximo um livro por ano".

Para atiçar a polêmica, Carlo Carrenho, editor do site PublishNews, que publica o ranking dos livros mais vendidos, lançou a provocação pelo Facebook: "E um livro para colorir com textos de Paulo Coelho e ilustrações de Romero Britto"? Um afronta para os respectivos fãs.


Foto: Site Cult Pens

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Número de fumantes cai no Brasil

Será o começo de uma crise na indústria tabagista para as próximas décadas...ou anos? Porque segundo dados do Vigitel de 2014, apresentados no mês passado e publicados no site do Instituto Nacional de Combate ao Câncer, o INCA, o percentual de brasileiros que fumam caiu 30,7% nos últimos nove anos; atualmente, 10,8% dos brasileiros fumam. Em 2006, a porcentagem era maior, 15,6%. A redução do consumo é resultado de uma série de ações desenvolvidas pelo Governo Federal para combater o uso do tabaco. A mais recente delas foi a Lei dos Ambientes Livres da Fumaça de Tabaco, em dezembro. 

Entre um dos principais motivos para a queda do consumo, está o aumento no preço dos cigarros. E em função disso, 62% dos fumantes pensaram em parar de fumar. E o combate não para. A mais nova inciativa do Governo Federal e que ainda irá entrar em vigor é a obrigatoriedade de a indústria colocar advertências sobre os malefícios do cigarro em 30% da face principal  dos maços.

Mercado ilegal

Além dos dados do Vigitel, um estudo do INCA apresentou um dado preocupante: houve um aumento do consumo de cigarros industrializados de origem ilícita. Em 2008, 2,4% dos fumantes obtinha cigarro proveniente do mercado ilegal; já em 2013, o percentual passou para 3,7%. 

O Brasil ratificou em 2005, a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, tratado internacional de saúde pública da Organização Mundial de Saúde que tem como objetivo reduzir o consumo de derivados de tabaco por meio de um pacote de medidas a serem adotadas pelos países em cooperação. O protocolo entrará em vigor quando 40 países completarem o processo de ratificação, por enquanto apenas oito cumpriram o acordo. Por aqui, o protocolo está em tramitação no Executivo para seguir para ratificação no Congresso.

Mortes evitáveis

O tabagismo é a principal causa de mortes evitáveis e importante fator de risco para o desenvolvimento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como o câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares. No Brasil, ele ainda é maior entre os homens (12,8%) do que entre as mulheres (9%). A faixa-etária de maior consumo é entre 45 e 54 anos (13,2%) e a menor, entre os 18 e 24 anos (7,8%).

Os homens fumam mais em Porto Alegre, Belo Horizonte e Cuiabá, enquanto que as mulheres fumam mais em Porto Alegre, São Paulo e Curitiba. O tabagismo é menos frequente em Fortaleza, para os homens, e em São Luis, para o público feminino.

Curiosidades

- O cigarro é cultivado pelo homem há 8 mil anos.
- A planta do tabaco foi chamada de Nicotina em homenagem ao francês Jean Nicot.
- A indústria de cigarros brasileira Souza Cruz foi fundada em 1903 pelo português Abílio Souza Cruz.
- O cigarro da marca Marlboro é um dos mais valiosos do mundo.
- No passado, os atores de Hollywood recebiam cachês da indústria do cigarro para fumar nas cenas dos filmes, acordo proibido tempos depois pelo Governo dos Estados Unidos.

Nota: Vigitel - Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico

Fonte: INCA e Site de Curiosidades
Foto: Internet

terça-feira, 9 de junho de 2015

Iphan lança plataforma digital sobre as baianas de acarajé

No tabuleiro da baiana tem...de tudo e mais um pouco
No Brasil, há mais de 5 mil baianas de acarajé. A maioria, claro, encontra-se no estado da Bahia, com uma grande concentração em Salvador. Por isso, como meio de valorização, difusão e divulgação junto à sociedade de um bem cultural plenamente incorporado à cultura brasileira, a Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional da Bahia, o Iphan, lançará, oficialmente em julho, uma plataforma digital com informações sobre a vida e o ofício das baianas de acarajé. A iniciativa faz parte das comemorações dos 10 anos do registro da arte como Patrimônio Cultural do Brasil desta prática tradicional ligada ao culto dos orixás.

O Iphan investiu R$ 100 mil no desenvolvimento do projeto de organização e digitalização do acervo documental e na implantação da plataforma digital, que contém os dados cadastrais da Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares, Abam, da Secretaria Municipal de Ordem Pública, Semop, de Salvador e da Federação Nacional do Culto Afro-Brasileiro, a Fenacab. A ação teve o apoio do Instituto Palmares.

A Plataforma Oyá Digital, referência ao orixá patrono do ofício da baiana, permitirá a localização das baianas em um mapa e disponibilizará ferramentas de pesquisa para obter dados sobre as mesmas. A plataforma abre a possibilidade de subsidiar pesquisadores na produção de estudos mais detalhados, e aos gestores, no planejamento e execução de políticas públicas que beneficiarão as baianas de acarajé. O acesso é através do endereço www.oyadigital.com.br

Um Patrimônio Imaterial

Desde 2005, o ofício das baianas de acarajé é registrado como Patrimônio Imaterial Brasileiro pelo Iphan e diz respeito a prática tradicional de venda nos espaços públicos, em tabuleiros. Dentre as comidas, destaca-se o próprio acarajé, que consiste de um bolinho de feijão fradinho preparado de maneira artesanal, na qual o feijão é moído em um pilão de pedra (pedra de acarajé), temperado e posteriormente frito no azeite de dendê fervente. Para sua comercialização, são utilizados vatapá, caruru e camarão seco, como recheio, e no tabuleiro também são encontrados outros quitutes tais como abará, passarinha (baço bovino frito), mingaus, lelê, bolinho de estudante, cocadas, pé de moleque e outros.

A vestimenta, uma característica dos ritos do candomblé, constitui um forte elemento de identificação desse ofício, composta por turbantes, panos e colares de conta que simbolizam a intenção religiosa.

A receita do acarajé é proveniente do Golfo do Benim, na África Ocidental, tendo sido trazida para o Brasil pelos escravos trazidos daquela região. É oferecido, sem recheio, nos cultos às divindades do candomblé, especialmente a Xangô e Oyá (Iansã).

Fonte: Iphan
Foto: Internet

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Humanizamos a máquina, mas robotizamos nossos sentimentos

Diego-san, bebê robótico com feições semelhantes a um bebê humano
Décadas passadas, quando internet era uma palavra desconhecida, redes sociais, uma junção de duas palavras sem sentido algum e telefone inteligente poderia ser tudo menos o que conhecemos como smarthphone, o senso-comum dizia que um dia a máquina iria substituir o homem. E o medo de uma sociedade robótica aterrorizava os mais pessimistas.

Sim, ela substituiu. E ela até se parece conosco. Impossível imaginar o quanto de tecnologia é empregada nos setores de produção das mais variadas empresas. Sozinha, uma impressora em 3D é capaz de recriar um coração humano. Se bem que sozinha, exatamente não, porque necessita da ajuda de um ou outro técnico. Os avanços, acabaram com algumas profissões, e estão deixando outras, em vias d extinção. Cobrador de ônibus é uma delas. A telefonista que nos idos anos de 1980 nos atendia para nos dar um número de telefone, já foi substituída por uma gravação. Quem nos atende hoje são secretárias eletrônicas. E radares inteligentes substituem agentes de trânsito. 

Tantas são e foram as mudanças. Mas na parte em que máquina não conseguiu se igualar ao homem, nós é que nos igualamos a ela: humanizamos a máquina, mas robotizamos nossos sentimentos.

Não sabemos lidar com as questões que nos afligem. A geração Rivotril necessita controlar suas emoções. Uma vez sob o domínio de remédios e uma infinidade de psicoterápicos, sentimos ter pleno domínio sobre nossas emoções. Temos medo de amar, porque tememos mais ainda a frustração que a escolha equivocada poderá nos trazer. Não conseguimos dizer abertamente um "eu te amo", ou "eu me importo com você". Preferimos nos calar para não parecermos um estranho no ninho. Ser diferente não nos conforta; mas sermos iguais e pensarmos como a maioria nos consola.

Tememos a solidão, mas temos a dificuldade que representa a entrega para novas amizades, simplesmente porque julgamos em excesso. E se porventura algumas de nossas escolhas nos levam a arrependimentos, pouco aprendemos com os erros. Temerosos, nos limitamos a novas tentativas. 

Temos medo do escuro, mas não mantemos a luz acesa dos nossos corações. Sentimos frio, fome, sede, mas não conseguimos compreender o frio, a fome e a sede do outro. E não aceitamos que não sabemos compreender. Camuflamos nossa dor, porque mostrá-la nos torna frágeis. Falamos o que queremos, mas não sabemos escutar o que devemos. Queremos tudo; não damos nada. 

Achamos que somos diferentes, mas nos tornamos todos iguais. Robotizados estamos. Talvez lá no futuro, uma máquina será capaz de nos humanizar.

Foto: Youtube