sábado, 4 de junho de 2016

Cem anos do samba

       2016. Ano em que o samba completa 100 anos. Tudo começou em 1916, quando o músico e compositor carioca criou a canção Pelo Telefone, considerada a precursora do gênero. Para comemorar a data, os Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores promoverão, no segundo semestre, uma série de atividades no exterior sobre o gênero musical, como oficinas, espetáculos, seminários e programas de rádio. O samba vai correr o mundo.

Destaque

       Estão previstos espetáculos musicais de novos talentos do samba em cidades como Berlim, Madri, Cidade do México, Los Angeles, São Francisco, Boston, Havana e Bridgetown, em Barbados. Além disso, ocorrerão seminários sobre o samba em universidades do exterior, entre elas, Harvard e UCLA, nos Estados Unidos, e no Instituto Politécnico Nacional, no México. Haverão também oficinas e aulas-demonstração para a criançada, na Suíça, Espanha, Bélgica, Tóquio, Palestina e Emirados Árabes.

Pelo Telefone

        Composição de Ernesto dos Santos, mais conhecido como Donga, e do jornalista Mauro de Almeida, Pelo Telefone foi registrada em 27 de novembro de 1916 como sendo de autoria apenas de Donga, que mais tarde incluiu o jornalista como parceiro. Foi concebida, no Rio de Janeiro, em um famoso terreiro de candomblé da época, a casa da Tia Ciata, frequentada por grandes músicos. Por ter sido um grande sucesso e devido ao fato de ter nascido em uma roda de samba, de improvisações e criações conjuntas, vários foram os músicos que reivindicaram a autoria da composição. Originalmente, a melodia intitulava-se Roceiro.

Fonte e ilustração: MinC

       

sexta-feira, 3 de junho de 2016

LER&SER: Menino de Engenho - José Lins do Rego

     Menino de Engenho possui como narrador e personagem principal Carlinhos, que em sua fase adulta narra aos leitores um pouco de sua historia, que começa no Recife e passa pelos engenhos nordestinos. Carlinhos, aos quatro anos, estava em casa quando seu pai assassina seu pai com um tiro. Seu tio Juca vai buscá-lo para ir morar com seu avô materno em seu engenho, chamado Santa Rosa. Chegando lá, ao ter contato com o campo, fica encantado. Logo que chega, recebe cuidados carinhosos de sua tia Maria. Aos poucos, vai se familiarizando com o ambiente e seus familiares até então desconhecidos. A tristeza vai dando lugar à curiosidade de um menino diante do desconhecido.

      A rotina do engenho com seus costumes e tradições diferentes da cidade, surpreende e encanta o menino. A chegada de um cangaceiro, historias contadas pelas negras da viagem até o Brasil, lendas de lobisomem; tudo  vai marcando sua infância. O menino vivencia o sofrimento com as secas e posteriormente as enchentes, quando seu avô e os outros senhores de engenho perdem tudo. Com isso, no engenho, o alimento fica escasso, mas mesmo assim os servos não o abandonam, num laço de fidelidade. José Paulino diz que escravo tem que ser bem alimentado para poder trabalhar mais. Através dos passeios com seu avô pelo engenho para ver os problemas existentes, aprende como o homem tem que ser justo, duro, tendo caráter e bondade, ajudando quem precisa e merece, assim como faz Zé Paulino.

      Apaixona-se pela prima e tem seu primeiro beijo. Carlinhos tinha muito medo de morrer; por ter asma crônica se sentia como um pássaro preso. Não podia tomar banho de rio, brincar até tarde, pois poderia ter uma crise. Um dia, seu avô decide colocá-lo num internato. Carlinhos parte de trem, já sentindo saudade do engenho onde passou sua infância e aprendeu tanta coisa.

      José Lins do Rego Cavalcanti nasceu em 3 de junho de 1901 no estado da Paraíba. Do seu crescimento no mundo rural nordestino, retira muitas experiências que servirão para suas histórias nos seus treze romances publicados. Em 1926, muda-se para Maceió, onde publica seu primeiro romance, Menino do Engenho. O romancista recebe elogios da crítica e daí em diante suas publicações tornam-se constantes. Em 1935, muda-se para o Rio de Janeiro e em 1955 é eleito para a Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 12 de setembro de 1957.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

QUINTA FEMININA: Madeleine de Scudéry ou Safo, a primeira mulher literata da França

Suas obras deram vida a novas
emoções, como a melancolia, o
tédio e a inquietude
       Escritora conhecida pelo pseudônimo de Safo, Madeleine de Scudéry era a irmã mais nova do também escritor George Scudery. Nasceu na Normandia no dia 15 de novembro de 1607, mas foi em Paris que fez história. Criou o seu próprio salão literário, onde era comum a presença da maioria das celebridades da época.

      Escreveu volumosas novelas, desprovida de toda e qualquer semelhança histórica, como Artémene ou le Grand Cyrus (10 vol. 1649-1653), a novela mais longa da literatura francesa. Suas obras deram vida a novas emoções: a melancolia, o tédio, a inquietude, o desassossego, e outras fantasias. As conversas cheias de sentido e engenho das suas personagens converteram-se numa espécie de manual da sociedade elegante. Estas novelas puseram na moda as novelas preciosistas, dando uma visão idealizada do amor e uma pintura poética da sociedade mundana.

      Madeleine foi a primeira mulher que obteve o prêmio de eloquência da Academia Francesa. Morreu em 2 de junho de 1701.

A grega Safo


Platão a considerava como a décima musa,
contrariando a mitologia grega que descreve como nove
as musas, filhas de Júpiter 
      Safo foi uma poetisa grega que viveu na cidade lésbia de Mitilene, ativo centro cultural do século 7 a.C. Lésbia ou Lebos é uma ilha grega localizada no nordeste do mar Egeu. É a terceira maior ilha grega e a sétima maior do Mediterrâneo. Filha de família rica, ainda pequena deixou sua cidade natal, Eresso, para morar em Mitilene.

      Nascida em Eresos entre 630 e 612 a.C. foi muito respeitada e apreciada durante a Antiguidade, sendo considerada a "décima musa por Platão". No entanto, sua poesia, devido ao conteúdo erótico, sofreu censura na Idade Média por parte dos monges copistas e o que restou de sua obra foram escassos fragmentos. O termo lésbica é derivado da interpretação dos poemas de Safo, em função do conteúdo emocional dirigir-se a outras mulheres. Graças a tal associação, Lesbos e a cidade de nascimento de Safo, Eresos, são visitadas frequentemente por turistas lésbicas.

       Começou a escrever seus poemas aos 19 anos de idade, causando fúria ao ditador Pítaco, que a condenou a um exílio fora da ilha de Lesbos. Tentando a retomada do poder, os aristocratas conspiraram, mas foram derrotados. Seus líderes, exilados, dentre os quais Safo e o poeta Alceu de Mililene. Consta que o poeta, em exílio, tenha enviado a Safo um convite amoroso. Oh pura Safo, de violetas coroada, e de suave sorriso, queria dizer-te algo, mas a vergonha me impede. Eis que Safo lhe responde: Se teus desejos fossem decentes e nobres e tua língua incapaz de proferir baixezas, não permitirias que a vergonha te nublasse os olhos - dirias claramente aquilo que desejasses. Como poetisa, seus trabalhos deram origem  ao termo safismo, depois conhecido como lesbianismo.

       Casou-se com um rico comerciante, que após o falecimento, lhe deixou uma rica herança e uma filha. Após cinco anos exilada, voltou para Lebos, onde se tornaria líder intelectual. Por lá, criou uma escola para moças, para lecionar poesia, dança e música. Ali, as discípulas eram chamadas de amigas e não de alunas. Safo apaixonou-se por todas elas, em especial Atis, aquela viria a se tornar a sua maior amante. Mas Atis apaixonou-se por um moço e seus pais a retiraram da escola.

Sua arte pós morte

        Safo era considerada por muitos como uma prostituta. Sua morte é controversa. Alguns dizem que a poetisa cometeu suicídio, pulando de um precipício; outros dizem que ela morreu em decorrência da velhice.

         Considerada por muitos como a maior de todas as poetisas, sua arte e personalidade, milênios após a sua morte, teve momentos de glória e desprezo. Em 1073, suas obras, junto com as de Alceu, foram queimadas em Constantinopla e em Roma. Mas foram redescobertas cerca de seiscentos versos dela em 1897, o suficiente para reconhecê-la como a maior poetisa lírica da Antiguidade. Assim como Homero era conhecido como "O poeta", Safo ficou conhecida como "A poetisa".

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Suicídio precisa deixar de ser tabu, defende OMS

De acordo com a OMS, 800 mil pessoas cometem suicídios
todos os anos. E para cada caso fatal há pelo menos outras
20 tentativas fracassadas
       Um meio de solução para os problemas? Fuga por não saber lidar com determinadas situações? Sem quais forem, os argumentos para justificar um suicídio podem ser muitos, mas sempre terão alguma correlação com aspectos psicológicos. E ainda que os problemas pelos quais as pessoas passam possam ser comuns ou corriqueiros, fato é que muitas ainda recorrem a ele como última - ou única - solução. 

      É bem provável que, em determinado momento da vida, muitas pessoas já tenham pensado em suicidar-se. No entanto, "olhando para trás", estes indivíduos irão perceber que foi possível sobreviver aos problemas; ainda que a solução encontrada para lidar com a difícil situação não tenha sido a mais fácil a ser enfrentada.

      Um estudo mostra que o suicídio mata mais jovens que o vírus do HIV em todo mundo. A doença que nas décadas de 80 e 90 era um atestado certo de morte, duas décadas depois já está a um passo de ter a cura descoberta; sem contar que a qualidade de vida das pessoas infectadas tenham melhorado consideravelmente nos últimos anos. E enquanto isso, o suicídio cresce sem que os pesquisadores consigam encontrar um meio para evitá-lo.

       Segundo estatísticas, tirar a própria vida já é a segunda principal causa de morte em todo o mundo para pessoas de 15 a 29 anos de idade. No Brasil, o índice de suicídios nesta faixa-etária é de 6,9 casos para cada 100 mil habitantes, uma taxa relativamente baixa para países que lideram o ranking - Índia, Zimbábue e Cazaquistão, têm mais de 30 casos. "O suicídio é uma assunto complexo. Normalmente não existe uma razão única que faz alguém decidir se matar. E o suicídio juvenil é ainda mais estudado e compreendido", diz Ruth Sunderland, diretora do ramo britânico da ONG Samaritanos, em matéria veiculada no portal G1 no ano passado. 

         Talvez por isso, a Organização Mundial de Saúde defende o argumento de que o assunto tem que deixar de ser tabu. Não à toa, muitos veículos de comunicação evitam noticiar casos de mortes tendo o suicídio como causa, pois acreditam que isso pode levar a novos casos. Parece que não é isso o que a realidade mostra.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Região da USP é a área mais poluída por ozônio da região metropolitana

Dentre as 21 estações medidas pela Cetesb, reigão
da Cidade Universitária é a mais poluída pelo
ozônio
      Pelo segundo ano consecutivo, a Cidade Universitária liderou o ranking de a área mais afetada da região metropolitana, tornando-se a parte mais poluída pelo ozônio dentre as 21 áreas de monitoramento pela Cetesb, apesar de ser muito arborizada. Isso não significa que se a medição for feita considerando um outro poluente, como o monóxido de carbono, a área ocupará  a mesma posição.

       Mesmo não sofrendo com o trânsito pesado no seu interior, o campus da Universidade de São Paulo no Butantã sofre com o trânsito do seu entorno, especialmente com a Marginal de Pinheiros e as rodovias que chegam a São Paulo pela zona oeste da cidade, como a Raposo Tavares, a Castelo Branco, a Anhanguera e a Bandeirantes.

      A reação química provocada pelos gases emitidos pelos caminhões e automóveis e a luz solar é a responsável pela produção do ozônio, poluente que teve concentração acima do padrão seguro - de 140 microgramas por metro cúbico em oito horas - em 26 dias na Cidade Universitária em 2015.

       De acordo com a professora do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, Maria de Fátima Andrade, o ozônio é um poluente secundário, ele se forma na atmosfera. Para o ser humano, o poluente pode causar irritação nas vias áreas e nos olhos, e quando se pratica exercícios em horários de maior irradiação solar, os efeitos do ozônio são mais acentuados

Fonte: Rádio USP

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Quando o uso excessivo de certas palavras gera outro significado

      Quitute brasileiro. Termo pejorativo dado aos policiais militares. Rótulo para aqueles que têm uma ideologia política de extrema direita. A palavra "coxinha" é apenas mais uma dentre tantas que, por causa de seu uso excessivo, perdem o sentido. É o mesmo o que ocorre com palavras como "kafkiano", "ontológico", e "literalmente". Todas elas são acusadas de um uso impreciso. Por exemplo, a palavra "kafkiano" corresponde àquilo que remete aos livros do escritor Franz Kafka. É válida geralmente para situações de qualidade labiríntica, surreais, opressivas pelo aspecto de pesadelo. Mas, sua derivação do nome do autor passa por uma redução interpretativa, uma vez que seus livros e estilo têm diversas outras características. Uma delas é o humor, não contemplado pelo sentido usual da palavra "kafkiano".

      Segundo o professor e linguista Henrique Braga vários aspectos podem ser considerados fatores desse processo, sendo o aumento da frequência de uso de determinadas palavras um deles. Com isso, muitas vezes, o valor semântico  se torna mais abstrato e abrangente. Como exemplo, o professor cita o uso da palavra "literalmente", em que muitas vezes não significa "ao pé da letra". "Vi uma manchete que dizia 'o gol do Botafogo literalmente caiu do céu'. Não era um lance em que o jogador chutou a bola para o alto e marcou o gol. No contexto, 'literalmente' ganhou sentido de ênfase, de que o gol indiscutivelmente veio a calhar".

Debate político

        Termos usados para identificar grupos tendem a se tornar mais abstratos. O projeto de lei de Eduardo Bolsonaro, propondo a criminalização do comunismo no Brasil, corrobora no sentido de igualar qualquer menção aos direitos humanos a um discurso "supostamente comunista". E a frequência de uso do termo acaba causando a simplificação. Além desta, palavras como petista e coxinha estão passando por reanálise. A primeira relação entre coxinha e conservadorismo tinha a ver com um modo pejorativo de tratar policiais. As pessoas da periferia, principalmente, tinham esse contato com o policial que parava no bar para comer coxinha e, para depreciar sua autoridade, ele passou a ser chamado de coxinha. E como o posicionamento conservador valida, de modo geral, ações truculentas da polícia, o apoiador do coxinha também passou a ser chamado de coxinha. A origem se perdeu e um novo processo de mudança já identifica a palavra a pessoas da classe média e média alta em geral.

        As palavras assumem significados para além do dicionário. E os significados podem se tornar mais genéricos, se ampliar, se somar e se sobrepor. Usados com frequência, estes termos podem se banalizar no debate político das redes sociais.

Fonte: Nexo Jornal

domingo, 29 de maio de 2016

Segunda etapa de columbofilia acontece em Araraquara


Os pombos-correio retornam ao seu
pombal. Não cumprem a função de ser
leva e traz. O pombo-correio apenas traz.
        A segunda etapa do Campeonato Paulista de Columbofilia irá acontecer no próximo dia 31, quando cerca de 4 mil pombos-correio serão soltos na cidade de Araraquara. A primeira etapa ocorreu no mês passado na cidade de Rio Claro.

         Os pombos serão soltos em Rio Claro e deverão voltar para o pombal de suas cidades. Cada ave tem uma anilha com número. Através de relógios específicos, quando elas chegam ao pombal, há um fiscal que faz o registro do horário em que o pombo retornou. A competição leva de uma hora e meia a duas horas. A velocidade média dos pombos é de 70 km/h. Cerca de 90% dos pombos retornam, os que não voltam são atacados por gaviões no trajeto.

      O controle de corrida desses pombos ocorre previamente quando recebe um anel (anilha) oficial de controle de chegada. Esses pombos, ao chegar aos diversos pombais de cada columbófilo (criador), é registrado num relógios especial e notificado seu tempo. Posteriormente, é calculado através de sua coordenada de solta até sua coordenada de chegada, sua velocidade média onde finalmente o pombo mais rápido recebe sua classificação. No decorrer da temporada, ocorrem provas de velocidade, meio-fundo e fundo.

      Columbofilia, columbismo ou columbicultura, é a prática da criação, seleção e cultivo de pombos-correio para competição. Como modalidade desportiva está relacionada a corrida entre pombos-correio. Os criadores, ou columbófilos, potencializam capacidades físicas e de orientação, para participação de campeonatos. Eles desenvolvem velocidades máximas entre 87 km/h e 102 km/h, em distâncias que podem chegar a pouco mais de 1.200 quilômetros.

      No Brasil, competições são realizadas anualmente de maio a outubro. A inserção do pombo-correio no Brasil começou pelo Exército Brasileiro para fins de "Comunicações". A população estimada de pombos-correio no Brasil gira em torno de 1 milhão. Portugal tem o desporto da columbofilia como o segundo mais popular daquele país, contemplando com 4.500.000 pombos para fins desportivos. Por lá, as competições ocorrem anualmente de março a junho. Bélgica, Holanda e Alemanha são fortes concorrentes em grandes campeonatos mundiais.

Características

      O atual pombo-correio é o fruto de cruzamentos de algumas raças belgas e inglesas, efetuadas na segunda metade do século 19. Esse padrão de pombo foi continuamente selecionado a fim de apurar duas características principais: a capacidade de orientação e um morfótipo atlético. São capazes de percorrer num só dia claro, distâncias de 700 km a 1.000 km, a velocidades médias superiores a 90 km por hora.

Cher Ami foi o único animal condecorado na Primeira Guerra.
Ele foi o responsável por entregar doze mensagens de vital
importância ao quartel general norte-americano na França e
salvar a vida de cerca de 200 homens
        A plumagem nos pombos-correio cumprem vários fins: formam um capa termo-isoladora, organizam as superfícies impulsoras da asa e dão ao corpo a forma aerodinâmica característica. Eles se orientam pelo campo magnético da Terra, e não ao seu olfato. De acordo com o recente estudo, estas aves possuem uma magnetita no bico que permite a eles ter uma percepção magnética dos percursos e cobrir grandes distâncias sem se perderem. Alguns especialistas discordam dessa teoria, pois alegam que as aves são orientadas por certos odores presentes na atmosfera.

Pombos de rua

       Os pombos de rua e os pombos-correio pertencem ao mesmo grupo familiar. Mas os pombos-correio são maiores e possuem uma carúncula mais acentuada na base do bico. Além do que a forma de tratamento é o que difere entre si. O treinamento começa logo quando a ave começa a voar, por volta dos 30 dias de vida. A partir dos três meses, já se pode afastá-lo uns 30 km de sua casa que ele saberá voltar. Os pombos-correio são registrados e rastreados por uma unidade federativa, e por consequência por clubes afiliados. Os pombos de rua possuem uma reprodução descontrolada, vivem predominantemente próximos a pontos onde sobrevivem pela facilidade de acesso à alimentação, e não possuem responsáveis nominados.

       Fisicamente, visualiza-se uma grotesca diferença morfológica. Os atletas possuem e devem ter uma plumagem perfeita e limpa e uma estrutura muscular imponente, construídas por treinos e uma dieta diferenciada a cada estágio e categoria desportiva.

Fonte: Federação Paulista de Columbofilia
          Wikipedia
Fotos: Pet Brazil