sábado, 28 de maio de 2016

Os 55 anos da fundação da Anistia Internacional

      Viva a liberdade. Uma simples expressão que já foi motivo de prisão. Foi em 1960, ano em que dois estudantes portugueses foram condenados a sete anos de prisão por darem um viva a liberdade numa esplanada no centro de Lisboa durante o regime de Salazar. Foi então que o advogado britânico Peter Benenson apelou aos países que libertassem pessoas detidas por motivos de consciência, incluindo convicções políticas e religiosas, preconceitos raciais ou linguísticos. O movimento foi formalmente lançado com a publicação, em 28 de maio de 1961, no jornal The Observer, do artigoThe forgotten Prisioners, denunciando vários casos mundiais. Foi então fundada a Anistia Internacional, uma organização que defende os direitos humanos.

      A Anistia Internacional averigua denúncias de prisões políticas, torturas ou execuções. Para isso, o Secretariado Internacional, através de seu Departamento de Investigação, recolhe toda a informação possível relacionada com os casos suspeitos e, se necessário, envia missões de investigação,  ou para a observação de julgamentos.

      Mas o movimento obriga-se à imparcialidade das suas tomadas de decisão e, para isso, impõe às suas estruturas operacionais, suas células de base, que não recebam nem tratem  casos relacionais com o próprio país. As únicas exceções são o trabalho de divulgação ativa dos direitos humanos, a luta contra a pena de morte ou a proteção dos refugiados objeto de perseguição política nos seus países de origem.

       A Organização atua em mais de 150 países e possui mais de 2,2 milhões de membros e ativistas. Diferentemente de outras ONGs, a Anistia Internacional não aceita nenhum tipo de doação oriunda de instituições públicas. Atua através de ajudas financeiras de seus próprios membros e simpatizantes, além de campanhas para arrecadação de verbas. Esta posição garante à Organização autonomia na realização de investigações, de forma totalmente independente e sem nenhuma imposição estatal.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

LER&SER: O Livro Secreto de Dante - Francesco Fioretti

     Dante realmente morreu em Ravena, por causa da malária, como todos pensam, ou alguém teria motivos para desejar sua morte, em, com ela, o desaparecimento de um segreedo? Atormentados por essa dúvida, a filha do poeta, Irmã Beatrice, um ex-templário chamado Bernard e um médico, Giovanni de Lucca, iniciam uma dupla investigaçãi para esclarecer o que havia acontecido. Tentam, com dificuldade, decifrar uma mensagem codificada deixada por Dante em nove folhas de pergaminho e, ao mesmo tempo, começam a seguir as pistas de seus prováveis assassinos, descobrindo que muitas pessoas nutriam ua profunda antipatia pelo poeta.

      Não será nada fácil encontrar a chave do segredo escondido em A Divina Comédia e descobrir quem teria interesse em impedir o poeta de terminar sua obra. E por que Dante teria decidido escondere com tanto cuidados os últimos treze cantos do Paraíso? Teoremas requintados, intrigas complicadas e verdades a serem descobertas se escondem entre os versos das três partes do poema, como a identidade de Veltro, o anúncio da chegada de um misterioso vingador... No pano de fundo histórico da crise política e econômica do século 17, O Livro Secreto de Dante entrelaça fatos reais e personagens de ficção, tecendo tramas cheias de mistério e dúvidas intrigantes.

      

quinta-feira, 26 de maio de 2016

QUINTA FEMININA: Amélia Rodrigues e o despertar da consciência para os problemas brasileiros

Educadora ou poetisa, a
personalidade de Amélia visava
contudo a educação
       Nascida no dia 26 de maio de 1861, a baiana Amélia Rodrigues foi uma educadora, escritora, teatróloga e poetisa brasileira. Começou a escrever poesias aos 12 anos de idade. Como professora, lecionou nos municípios de Arraial da Lapa, posteriormente em Santo Antônio da Purificação e depois para Salvador. Lá, um de seus alunos, em 1905, foi selecionado para lecionar inglês pelo sistema do filósofo Spencer. Amélia Rodrigues não só o ajudou a compreender o pensamento daquele filósofo, como complementou o seu aprendizado.

      Aposentada, não abdicou de seu ideal de ensinar. Retornou ao Magistério de forma ainda mais marcante. Fundou o Instituto Maternal Maria Auxiliadora, que mais tarde transformou-se na Ação dos Expostos.

      Dedicou-se ao jornalismo como colaboradora de publicações religiosas. Escreveu algumas peças teatrais, entre as quais Fausta e a Natividade. É autora dos poemas Religiosa Clarisse e Bem me queres. Além de mostrar claramente sua ideologia abolicionista, produziu ainda obras didáticas, literatura infantil e romances. Usou do conto e do romance, da dramaturgia, da tradução, do apostolado, para mais e melhor ser mestra. Nasceu para lutar, onde houvesse luta, paladina do ideal pelas melhorias humanas. Humanista por índole, por educação, por ante-visionismo político, no seu tempo, sob o puro liberalismo político, a educadora foi aberta ao problema social e usou da poesia para alertar a todos sobre o destino triste da criança sem escola e sem amparo da sociedade. Assim em Réu de Amanhã.

      O dia inteiro pelas ruas anda
      Enxovalhado, roto, indiferente, mãos nos bolsos,
      Olhar impertinente,
      Um machucado chapeuzinho à banda,

      Cigarro à boca, modos de quem manda,
      Um dandy da miséria
      Alegremente  a procurar ocasiões somente
      Em que as tendências bélicas expanda.

      E tem doze só!...flor do monturo,
      Que lhe arranca o veneno ao seio impuro
      E os tentáculos do mal, que entorno avança?!

      Quem vai fazer-lhe  a peregrina esmola
      De atirá-lo à oficina, ao templo, à escola,
      Mudando essa ameaça numa esperança?!...

      Amélia tem nos seus livros, em prosa ou em verso, a nota quente do patriotismo. Nos tempos da Abolição defendeu os escravos. A figura da educadora é notável pela sua participação cívica. Conferencista, é muio vasto seu discurso público em favor de uma nacionalidade fruto da democracia e da liberdade, ou em prol dos menos favorecidos materialmente, ou ainda, com o devotamento de um cristã que além de qualquer doutrina, punha em prática os ideais do humanismo. Amélia Rodrigues morreu no dia 22 de agosto de 1926, aos 65 anos de idade

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Mortalidade materna faz mil vítimas por ano no Brasil

Muitas mortes poderiam ser evitadas se não houvessem
negligências nos atendimentos.  A hemorragia, uma das
principais causas da mortalidade materna é prevenível
      Sem levar em conta as causas acidentais ou incidentais, a cada dois minutos uma mulher morre no mundo por complicações relacionadas à gravidez. No Brasil, por ano, cerca de mil mulheres são vítimas fatais deste tipo de situação. 

      De acordo com a professora Janine Schirmer, diretora da Escola Paulista de Enfermagem, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp, que estuda o tema da saúde da mulher há quase 30 anos, existem duas causas de mortalidade materna: as diretas, que estão relacionadas às doenças próprias do período reprodutivo, e as indiretas, que são doenças que a mulher já possui e que, ao engravidar, sofrem complicações, levando-a à morte, tais como diabetes, nefropatias, cardiopatias.

      Por aqui, as principais causas desse tipo de morte são e sempre foram hemorragias, hipertensão, infecção e aborto feito de forma insegura. Janine explica que a hemorragia é algo absolutamente prevenível. "Não podemos imaginar que, numa estrutura de saúde que temos, uma mulher ainda possa morrer dessa forma, pois nenhum profissional percebeu os sinais ou a cuidou adequadamente". 

      Um outro dado assustador revela que o número alto de cesáreas praticadas no país também é responsável pela mortalidade materna. Mais de 90% dos partos das maternidades privadas são cesáreas e 60% nas maternidades públicas. Este tipo de parto aumenta em cinco vezes a possibilidade de se ter uma infecção, comparado ao parto normal.

       Apesar de ainda ser um número alto, o Brasil conseguiu reduzir as mortes em 55%. Na década de 1990, 140 mulheres morriam a cada 100 mil nascidos vivos. Hoje morrem 62. Em países desenvolvidos, esse número fica entre cinco e oito mortes por 100 mil nascidos vivos. E como 99% das mulheres dão à luz dentro dos hospitais no Brasil, só mostra o quanto é preciso investir na qualificação dos serviços. 

      O dia 28 de maio é tido como o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna

Fonte: Unifesp
Foto: Blog da Grávida

terça-feira, 24 de maio de 2016

Bagaço da cana-de-açúcar pode ser alternativa de combate às larvas do Aedes

Apesar da grande produção de cana-de-açúcar, 70% do bagaço é
aproveitado na geração de energia, o restante se perde
       O que pode ser a solução para um possível combate ao mosquito Aedes aegypti é diariamente descartado, principalmente ao final das feiras livres. O bagaço da cana-de-açúcar é a matéria-prima de um biolarvicida capaz de eliminar as larvas do mosquito em até 24 horas, ao dificultar sua respiração e desestruturar seu exoesqueleto. Desenvolvido por pesquisadores da Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo, o produto é um biossurfactante, um tipo de detergente de origem natural, que não agride o meio-ambiente e apresenta baixa toxicidade para seres humanos.

     O Aedes aegypti pousa na superfície da água para colocar seus ovos. Em poucos dias, eles dão origem às larvas, que depois de desenvolvidas se tornam insetos adultos. Nos experimentos realizados durante a pesquisa, as larvas foram destruídas em até 24 horas. O que ocorre é que a estrutura química do composto, com regiões polares e apolares, altera a tensão superficial dos líquidos, diminuindo a "elasticidade" da membrana líquida e fazendo com que qualquer coisas localizada na superfície aquosa tenda a afundar, fenômeno chamado de redução de tensoatividade", explica o professor Sílvio Silvério

      Agora, após o depósito da patente do composto, os pesquisadores buscam apoio para realizar novos testes e viabilizar a produção industrial do biolarvicida. "Agora que foi comprovada a eficiência do composto, será preciso apoio para a realização de novos, visando o lançamento de um produto que possa ser feito em escala industrial.

      O Departamento de Biotecnologia tem da Escola de Engenharia tem uma tradição em trabalhar com aproveitamento de resíduos. E no Brasil, há uma grande produção de cana-de-açúcar, e apesar de 70% do bagaço ser aproveitado na geração de energia, o restante ainda não tem nenhum aproveitamento mais nobre pela indústrias.

Fonte: USP

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Não tomar sol é tão prejudicial quanto fumar

Deixar de tomar sol é um hábito tão nocivo à saúde
quanto fumar ou estar acima do peso
      Pesquisa realizada com 30 mil mulheres por cerca de 20 anos aponta que pessoas que não fumam, mas também não tomam sol têm a mesma expectativa de vida de pessoas que fumam.

      O estudo, publicado na revista científica Journal of Internal Medicine, indica que evitar o sol é um fator de risco de morte da mesma magnitude que fumar. E quando comparado a alguém que se expõe mais ao sol, a expectativa de vida de quem não toma muito sol pode diminuir até 2 anos e 1 mês.

      Os pesquisadores do Hospital Universitário de Karolinka, na Suécia, responsáveis pelo estudo notaram que mulheres que tomam mais sol têm menos risco de problemas cardiovasculares e doenças crônicas como diabetes e esclerose múltipla do que aquelas que evitam o sol.

      Por outro lado, o estudo mostrou que houve um aumento na incidência de câncer de pele entre quem se expunha mais ao sol. No entanto, a estas pessoas, o câncer de pele tinha um prognóstico melhor do que àquelas que tomavam  menos sol.

      O autor do estudo, o médico Pelle Lindqvist, afirma que a mulher não deve se expor nem demais e nem de menos ao sol. O hábito errado de evitar se expor ao sol entra para a lista das ações que causam danos a nossa saúde. Além deste hábito, fumar, ser sedentário e estar acima do peso podem trazer graves consequências à saúde.

Fonte: Portal do Coração

domingo, 22 de maio de 2016

Molusco de 2mm é encontrado na Bacia de Campos

       Trata-se do Grippina coronata, um molusco bivalve - tem um concha dividida em duas partes - coletado na Bacia de Campos pela Petrobrás e encaminhado à Universidade de Campinas. O G. coronata pertence à família Spheniopsidae, que ainda não havia sido registrada para o Brasil. Segundo o professor Flavio Dias Passos, do Departamento de Biologia Animal do IB-Unicamp, algumas espécies dessa família já tinham sido descritas para a Nova Zelândia, oeste da África, América do Norte e Pacífico, mas até então, na América do Sul, não.

       Através da pesquisa, descobriu-se que a espécie é carnívora, algo não tão comum para os bivalves. Tem um grupo grande de bivalves que é carnívoro, só que até então os pesquisadores não sabiam  que os Spheniopsidae se enquadravam nesse grupo. E o que surpreende é que eles são muito pequenos, e ainda assim, carnívoros.

       Esses animais vivem enterrados, em substratos que podem ser areia ou lodo no fundo do mar e provavelmente se alimentam de larvas de outros crustáceos, ou de animais ainda menores, com tamanho de frações de milímetro.

Estudo

       Para analisar o molusco muito pequeno foi preciso fazer uso de técnicas invasivas para eliminar a concha. E expor a parte interna traz o risco de danificar seriamente o animal, que é extremamente delicado. "A gente geralmente não disseca, porque como o animal é muito pequeno, seria problemático, poderia causar alguma lesão na parte interna. Então, põe-se numa solução levemente ácida que descalcifica a concha, deixando a parte mole exposta", explica o pesquisador Fabrizio Marcondes Machado. Para o futuro, a ambição é conseguir estudar esses animais minúsculos ainda vivos. Através do estudo, foi possível descobrir que, como esses animais não têm dentes, a presa entra viva, cai no esôfago e no estômago. E o estômago é modificado nos bivalves carnívoros. Além de produzir enzimas muito potentes para a digestão, ele tem um revestimento protetor de quitina, para que a presa, ao se debater, não acabe rompendo o órgão. O diferencial do estudo foi observar a parte mole, porque a concha dos moluscos é a parte mais conhecida. Todo mundo gosta e coleciona.

Fonte: Unicamp