O crescimento da intolerância religiosa e a agressão a pessoas devido à fé que professam foram o motivo da criação da campanha Filhos do Brasil, por parte do Ministério da Cultura, o MinC e da Fundação Cultural Palmares contra a intolerância religiosa. Líderes religiosos estiveram reunidos na última terça-feira para celebrar a diversidade do Brasil e pedir mais harmonia na sociedade, cada qual com seus símbolos, ritos, cantos e expressões.
Inúmeros casos foram registrados no Brasil nos últimos anos, principalmente contra os praticantes das religiões de matriz africana, como o da mãe Gilda, que faleceu após agressão a seu templo religioso. Em sua homenagem foi sancionada a Lei n. 11.635/2007, que institui o dia 21 de janeiro o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
Filhos do Brasil é uma campanha mais ampla que trata de direitos, de ter o direito de acreditar naquilo que você professa independentemente da sua fé, da religião e cultura.
Papel do Estado
A facilitadora nacional da Rede Ecumênica da Juventude, Edoarda Scherer, durante o evento, explicou a importância da campanha para garantir direitos às diversas vozes com objetivo comum, pois, segundo ela, o desafio ainda está em consolidar o Estado laico para que possam efetivar os direitos daqueles que creem e dos que não creem. Como nação pluralista, o Brasil reúnem inúmeras práticas religiosas, reflexo de uma população culturalmente diversa que reúne ampla gama de valores, comportamentos e identidades.
Fonte: MinC
sábado, 14 de maio de 2016
sexta-feira, 13 de maio de 2016
LER&SER: Lima Barreto - Uma Autobiografia Literária - Antonio Arnoni Prado
No conjunto de escritos de e sobre o escritor Lima Barreto, este livro ocupa desde já um lugar de destaque. Empregando o procedimento do corte e da montagem, o historiador da literatura Antonio Arnoni Prado, profundo conhecedor de sua obra, recombina fragmentos de contos, cartas, diários, romances, artigos e crônicas de jornal que iluminam de maneira inédita a formação de sensibilidade e da consciência crítica do autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma. O autor propõe uma sequência de textos que, sem perder a referência ao quadro de origem - sempre elucidado com precisão pelo organizador.
Empregando os procedimentos do corte e da montagem, Lima Barreto - Uma Autobiografia Literária recombina fragmentos de contos, cartas, diários, romances, artigos e crônicas de jornais nos quais ressoa a voz do autor marginalizado, aqui organizada em capítulos como Autorretrato, O narrador, Sobre arte e literatura, entre outros. Na articulação entre os textos (sobretudo na passagem do registro biográfico para a construção ficcional) se fazem presentes, ora na contraluz, ora claramente indicadas, as configurações históricas, culturais e sociais contra as quais o autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma se bateu por toda uma vida. Do cruzamento de todos esses planos emerge o retrato renovado de um intelectual libertário e combatente, de atualidade impressionante.
O jornalista Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro no dia 13 de maio de 1881 e morreu em 1 de novembro de 1922. Foi um dos mais importantes escritores brasileiros. Em sua obra, de temática social, privilegiou os pobres, os boêmios e os arruinados. Foi severamente criticado por escritores contemporâneos por seu estilo despojado e coloquial, que acabou influenciando os escritores modernistas.
Empregando os procedimentos do corte e da montagem, Lima Barreto - Uma Autobiografia Literária recombina fragmentos de contos, cartas, diários, romances, artigos e crônicas de jornais nos quais ressoa a voz do autor marginalizado, aqui organizada em capítulos como Autorretrato, O narrador, Sobre arte e literatura, entre outros. Na articulação entre os textos (sobretudo na passagem do registro biográfico para a construção ficcional) se fazem presentes, ora na contraluz, ora claramente indicadas, as configurações históricas, culturais e sociais contra as quais o autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma se bateu por toda uma vida. Do cruzamento de todos esses planos emerge o retrato renovado de um intelectual libertário e combatente, de atualidade impressionante.
O jornalista Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro no dia 13 de maio de 1881 e morreu em 1 de novembro de 1922. Foi um dos mais importantes escritores brasileiros. Em sua obra, de temática social, privilegiou os pobres, os boêmios e os arruinados. Foi severamente criticado por escritores contemporâneos por seu estilo despojado e coloquial, que acabou influenciando os escritores modernistas.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
QUINTA FEMININA: Ruth de Souza abriu caminho para o artista negro no Brasil
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| Fez parte do grupo de Teatro Experimental do Negro |
Viveu em Minas Gerais até os 9 anos de idade, e com a morte do pai, ela e a mãe voltam a morar no Rio de Janeiro. Em 1945, entrou para o Teatro Experimental do Negro, grupo liderado por Abdias do Nascimento. Em 1959, protagonizou a peça Oração para uma negra, de William Faulkner, com Nydia Licia e Sérgio Cardoso.
Por indicação de Paschoal Carlos Magno, recebeu uma bolsa de estudos da Fundação Rockefeller para estudar por um ano nos Estados Unidos, onde concluiu os cursos na Universidade de Harvard e na Academia Nacional de Teatro.
No cinema estreou em 1948 com o filme Terra Violenta, baseado no romance Terras do Sem-Fim, de Jorge Amado. Com direção do norte-americano Edmond Bernoudy, o filme tem ainda no elenco Anselmo Duarte, Maria Fernanda, Heloísa Helena e Ziembinski. A partir daí, sua carreira prosseguiu focada no cinema. Participou de inúmeras produções das três empresas pioneiras: Atlântida, Maristela Filmes e Vera Cruz. Em 1953 conquistou reconhecimento nacional por sua participação em Sinhá Moça, o que impulsionou sua carreira de atriz cinematográfica. Por seu desempenho neste filme, tornou-se a primeira atriz brasileira indicada para o prêmio internacional Leão de Ouro, no Festival de Veneza de 1954, em que disputou com as atrizes Katherine Hepburn, Michele Morgan e Lili Palmer, para quem perdeu por dois pontos.
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| Aos 94 anos de idade, Ruth de Souza faz parte da historia da teledramaturgia brasileira e internacional |
Em 1968, entrou para o elenco da TV Globo onde se tornou a primeira atriz negra a protagonizar uma novela: A Cabana do Pai Tomás, em 1969, na qual dividiu o estrelato com Sergio Cardoso.
Atravessando gerações, marcou presença no cinema com cineastas mais jovens, como Walter Salles, em A Grande Arte (1991), Aluísio Abrances, em Um Copo de Cólera (1999), e Zito Araújo, em As Filhas do Vento (2004).
Fonte: Fundação Nacional das Artes
Foto: Internet
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Ex-ministro da Educação aborda a atual situação da imprensa brasileira
Diariamente, somos bombardeados com informações vindas dos mais diversos veículos; principalmente diante da proliferação dos blogs de notícias. Mas ainda assim, a grande mídia é a principal fonte de informação de boa parte da população, o que da brecha para que este mesmo público fique a mercê de notícias falsas que se propagam com facilidade. Além disso, não se sabe o que é mentira ou má informação.
Em recente palestra, o professor da Universidade de São Paulo e ex-ministro da Educação Janine Ribeiro disse que um dos pontos críticos na cobertura jornalística é a mistura entre opinião e relato que, para o professor, é o pior lado da imprensa brasileira, tendo as revistas semanais como principais representantes do problema. Mas o professor aponta uma solução. Para gerar bons relatos, o jornalista deveria fazer o papel de pesquisador, onde a ele - o jornalista - poderia ser proporcionado longos tempos de imersão na realidade a serem tratadas. Como exemplo, ele cita as revistas The New Yorker e Vanity Fair, que para o professor Janine fazem reportagens aprofundadas.
Janine Ribeiro sentiu na pele os efeitos nocivos da cobertura jornalística à época em que esteve à frente do Ministério da Educação, entre abril e setembro de 2015. Segundo ele, no Ministério ficaram evidentes problemas como a falta de cobertura de assuntos importantes. "Em várias notícias que saíram quando eu era ministro, havia maior interesse em fofocas sobre educação do que sobre educação". O que para ele é preocupante ver que um assunto, constantemente apresentado como a solução para o País - a educação - desperte tão pouco interesse na maior parte dos veículos jornalísticos. O ex-ministro da Educação falou durante o evento A Ética na Imprensa, realizado no último dia 9 no Centro Universitário Maria Antônia da USP.
Fonte: USP
Em recente palestra, o professor da Universidade de São Paulo e ex-ministro da Educação Janine Ribeiro disse que um dos pontos críticos na cobertura jornalística é a mistura entre opinião e relato que, para o professor, é o pior lado da imprensa brasileira, tendo as revistas semanais como principais representantes do problema. Mas o professor aponta uma solução. Para gerar bons relatos, o jornalista deveria fazer o papel de pesquisador, onde a ele - o jornalista - poderia ser proporcionado longos tempos de imersão na realidade a serem tratadas. Como exemplo, ele cita as revistas The New Yorker e Vanity Fair, que para o professor Janine fazem reportagens aprofundadas.
Janine Ribeiro sentiu na pele os efeitos nocivos da cobertura jornalística à época em que esteve à frente do Ministério da Educação, entre abril e setembro de 2015. Segundo ele, no Ministério ficaram evidentes problemas como a falta de cobertura de assuntos importantes. "Em várias notícias que saíram quando eu era ministro, havia maior interesse em fofocas sobre educação do que sobre educação". O que para ele é preocupante ver que um assunto, constantemente apresentado como a solução para o País - a educação - desperte tão pouco interesse na maior parte dos veículos jornalísticos. O ex-ministro da Educação falou durante o evento A Ética na Imprensa, realizado no último dia 9 no Centro Universitário Maria Antônia da USP.
Fonte: USP
terça-feira, 10 de maio de 2016
Atenção quanto ao uso de cosméticos naturais
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| Qualquer pele pode se beneficiar com produtos naturais, desde que possuam na sua formulação ativos em concentrações adequadas |
O dermatologista Daniel Coimbra esclarece que nem sempre os cosméticos químicos são mais fortes que os naturais, pois são as concentrações das substâncias que irão determinar se um produto será mais ou menos forte que o outro. Além dessa concentração de ativos, o veículo do produto - se em gel, creme ou sérum, por exemplo - será também fundamental para determinar o efeito na pele.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o cosmético natural pode também causar alergias e irritações na pele. Além disso, eles não podem ser usado indiscriminadamente; o ideal é sempre consultar um médico dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Os resultados vão depender mais da presença dos ativos dentro dos produtos, como por exemplo, o ácido retinoico e a vitamina C, substâncias extremamente efetivas no tratamento da pele. Por isso, tanto o natural quanto o quimicamente formulado podem trazer bons resultados.
Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Especialista adverte para o risco da automedicação
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| As propagandas, de um modo geral, incentivam a automedicação |
Álvaro Atallah, professor titular da Disciplina de Medicina de Urgência e Medicina Baseada em Evidências da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, explica que a automedicação é uma questão cultural na sociedade. O brasileiro segue os costumes dos Estados Unidos, onde medicamentos como o Paracetamol, Ácido Acetilsalicílico, o AAS, multivitamínico, entre outros, são vendidos indiscriminadamente no balcão das farmácias. "O Paracetamol é a primeira causa de suicídio na Inglaterra. A droga tem ação hepática e em doses altas pode matar, causando insuficiência hepática, como sangramentos".
E o consumidor ainda conta com as propagandas que incentivam a automedicação. Os anúncios publicitários de remédios, veiculados na mídia, costumam trazer a mensagem: se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado. E em casos de medicamentos à base de AAS: este medicamento é contraindicado em casos de suspeita de dengue. Para o professor, estas duas mensagens já incentivam o consumo de remédios, uma vez que o paciente é orientado a procurar um médico apenas se os sintomas persistirem, ou seja, após ter tomado a droga por conta própria.
Fonte: Unifesp
domingo, 8 de maio de 2016
A importância de agasalhar os pets em dias de baixas temperaturas
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| Os acessórios não podem causar desconforto ao animal |
Muitas pessoas consideram vaidade animais agasalhados em dias de frio, pois acreditam que os pelos, por serem a proteção natural dos animais e contribuírem para que sintam menos os efeitos do frio, sejam suficientes. Mas em alguns casos os animais de pelagem muito curta ou recentemente tosados necessitam de roupas sim. Para o professor José Luiz Lopes, do Departamento de Morfologia da Universidade Federal Fluminense do Rio de Janeiro, não existe malefício algum em agasalhar os pets, mas desde que o acessório não esteja apertado para não comprometer a respiração do animal.
As raças de pelo muito curto ou sem pelo são exclusivas de climas tropicais. No entanto, devido aos processos de criação ou do deslocamento de certos criadores, acabaram vivendo em situações climáticas que oferecem condições para os quais não foram preparados.
Assim como os filhotes, os animais idosos têm um sistema de imunidade mais delicado e são mais propensos a desenvolver doenças por causa do frio. Além disso, os que têm artrose, calcificações na coluna ou hérnia de disco podem sentir dor quando expostos à baixa temperatura. Cães e gatos também podem ficar gripados e ter pneumonia. Se o pet espirrar com frequência, tossir e apresentar nariz escorrendo, os donos devem ficar atentos.
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