terça-feira, 12 de abril de 2016

A importância do hábito contínuo de higiene na prevenção do H1N1

Hábitos de higiene devem fazer parte da rotina
das pessoas, e não somente em momentos de
surto da doença
      Depois do último surto de gripe provocada pelo vírus H1N1, em 2009, a Organização Mundial da Saúde, a OMS, já havia feito o alerta para o aumento de circulação do vírus no mundo. O tipo (cepa) é o mesmo que naquele ano causou a pandemia de gripe A. Por isso, os especialistas recomendam que os hábitos de higiene devem ser contínuos.

      De acordo com o professor Alexandre de infectologia da Universidade Estadual Paulista, Unesp, o brasileiro tem cultura que não perpetua bons hábitos. Ele fica bem assustado, chega a ficar paranoico quando a emergência acontece, mas a informação preventiva que ele tinha facilmente se desfaz ao longo do tempo. O H1N1 passou os anos de 2014 e 2015 um pouco mais escondido, o que agravou a situação atual. "Quando um vírus não circula por algum tempo, isso permite que a população passe a ter um número considerável de pessoas suscetíveis à infecção", explica.

       Porém, o H1N1 de agora não é mais resistente que o de antes. A cepa que circula neste momento no Brasil é idêntica a que circulou em 2009 durante a pandemia. "O aumento de casos e de óbitos se dá pela reduzida imunidade da população, porque o vírus tira proveito de uma determinada situação para circular. O período de chuvas deste ano, que não ocorreu em anos anteriores, faz com que as pessoas fiquem mais em casa ou procurem lugares fechados para se proteger. E essa concentração facilita a proliferação do vírus influenza. Hoje, temos apenas o surto, mas o estado é de alerta", argumenta o professor.

Fonte: Unesp
Ilustração; Periódicos

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Significado de ausência em tempos de redes sociais

A palavra some e as postagens deixam de ser publicadas, mas
nem por isso você deixa de existir
      A historia é mais ou menos assim. Você fica ausente por um tempo do Facebook ou do Whatsapp. Passados dias, semanas, ou meses, por acaso você encontra um velho amigo. Aí vem a pergunta: O que aconteceu? Você sumiu, não te vejo mais no face. Então, você diz qualquer coisa para encerrar o assunto. E depois, pensa com os seus botões: sumi? Ora, continuo morando na mesma casa, e os meus telefones são os mesmos.

     Aí é que está o ponto. Depois que passamos a nos comunicar pelas redes sociais, o sumir, o ausentar-se não mais importam no mundo físico; estar ausente ou ser presente são aspectos que passaram a co-existir no mundo virtual. Acostumamo-nos ver as postagens dos amigos e isso basta para acreditarmos que esteja tudo bem com aquela pessoa. As postagens alegres nos fazem crer que o amigo passa por um bom momento em sua vida. Por vezes, a dor alheia pode nos chamar a atenção apenas quando mencionada ou postada. A partir daí, nos preocupamos. E caso tenha uma brecha na agenda, damos um jeitinho para uma visitinha ao vivo.

     Não que eu defenda a ideia de que as redes sociais devam se transformar em um divã; mensagens tristes e desabafos, de fato, não são agradáveis. Mas a bandeira que eu defendo é a de não não deixamos morrer o velho hábito da interação presencial, ou pelo menos, um alô ao final do dia, para aqueles a quem consideramos amigos. Ouvir e ser ouvido, falar e escutar, são hábitos que fazem manter laços de amizade ativos, além disso, nos tornamos mais próximos do outro.

     É fato que hoje o mundo é outro. Telegrama? Quem ainda manda? A cartinha ao amigo ficou no passado. Mas nem por isso, vamos mecanizar nossos sentimentos, tornando-nos escravos da tecnologia. Fiquei sem sinal? Deixei de existir, ou deixei de procurar o outro.

domingo, 10 de abril de 2016

Tecnologia mostra os sons dos bichos

      Um recém-criado recurso do Google pode ajudar as crianças a identificar ou aprender o som de um determinado bicho. A ferramenta funciona igualmente em dispositivos móveis e na busca pela web. Não é necessário nenhuma atualização do aplicativo para poder usá-lo.

      Para ativar, basta perguntar ao Google algo como "que som faz um cachorro?" Então o resultado aparece, mostrando o "au-au" e um botão para que o som seja escutado. Mais do que isso, o buscador oferece um carrossel com outros animais. Disponível também em português, não são todos os animais que estão disponíveis. Arara e canário, por exemplo, não foram encontrados.

      A novidade chega junto com novas mudanças apresentadas pela empresa, como um meio interativo de ensinar às crianças os sons que os animais fazem.

     
Fonte: Tudo celular

sábado, 9 de abril de 2016

Por mais salas de cinema

Spcine irá inaugurar 20 salas de cinema na capital paulista
      A cidade de São Paulo inaugurou, no último dia 30, as primeiras salas de exibição do Circuito Spcine de cinema. E a novidade não para por aí. Até junho deste ano, o circuito inaugurará mais 20 salas com equipamentos de projeção digital, sistema de som Dolby 5.1 e um pacote variado de filmes, com produções históricas e recentes da cinematografia brasileira, além de estreias internacionais. Depois de inauguradas todas as salas, a programação contará com 200 sessões semanais e expectativa de 960 mil espectadores por ano.

      Em parceria com as secretarias municipais de Cultura e Educação, o Circuito Spcine é um projeto da Prefeitura de São Paulo. O objetivo é que todas as regiões  da capital paulista integrem  o Mapa do Circuito Spcine. Entre os espaços, estão o Centro Cultural São Paulo, Cine Olido, Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes, Biblioteca Pública Roberto Santos, além de 15 CEUs (Centros Educacionais Unificados). Nos centros culturais, o preço do bilhete irá varia de 4 a 8 reais; e nos CEUs a entrada será franca.

Fonte e foto: Abcine

sexta-feira, 8 de abril de 2016

LER&SER: UIVO - Kaddish e Outros Poemas - Allen Ginsberg

      Lançado no outono de 1956, o longo e profético Uivo foi apreendido pela polícia de San Francisco, sob a acusação de se tratar de uma obra obscena. Depois de um tumultuado julgamento, semelhante ao que foi submetido a novela de William  Lunch, e com a defesa da União Americana pelas Liberdades Civis, o poema foi liberado pela Suprema Corte americana e vendeu milhões de exemplares. Desde então, se tornou uma fonte indispensável para todos aqueles que pretendem penetrar nas estações do inferno e iluminações de Allen Gisberg e seus companheiros hispsters, pelas estradas amplas e becos sórdidos da América.

      Junto com o On The Road de Jack Kerouac, é Uivo que marca o início do movimento Beat. Subitamente transformado numa celebridade na América, Gisberg prosseguiu produzindo num mesmo ritmo frenético até sua morte, em 1997. Este volume - que inclui o poema cult Uivo, mais Kaddish e Sanduíches de Realidade, exemplos brilhantes de poesia espontânea e em ritmo jazzístico do poeta maior da sua geração - foi originalmente editado no Brasil pela L&PM em 1984.

      Nesta reedição ele foi enriquecido com a ampliação e atualização das notas e do ensaio sobre a vida de Ginsberg produzido pelo poeta e tradutor Claudio Willer.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

QUINTA FEMININA: Mary Quant e a sempre atual minissaia

Mary Quant diz que só adaptou a peça ao gosto das
meninas da época. A minissaia foi incorporada
ao espírito libertário da juventude
      Queridinha da maioria das mulheres. Há modelos para todos os gostos, produzidos com os mais variados tecidos. Ela é versátil e pode ser usada em todas as estações do ano. A minissaia, uma criação da estilista britânica Mary Quant, na década de 1960, nunca sairá da moda. Alguém duvida?

      Na juventude, Mary Quant, hoje uma senhora de 82 anos de idade, criava suas roupas e, aos poucos, decidiu vender as peças de sua criação. Anos depois, com o marido, abriu a loja Bazaar, em Londres.
      
      Criou, então, um diminuto pedaço de pano que mudou o guarda-roupa feminino: a minissaia. Mary era fã do carro Mini, por isso a peça ganhou esse nome. As saias de 30 centímetros de comprimento eram usadas com camisetas justas e botas altas. Em poucos anos, Mary Quant abriu 150 filiais na Inglaterra, 320 nos Estados Unidos e milhares de pontos de venda no mundo todo. A butique se tornou o símbolo da vanguarda dos anos 60 e 70.















Para receber a Ordem do Império Britânico,
evidente que ela usaria o fruto de seu
sucesso, a minissaia
       Seu nome ficou marcado como sendo a inventora da minissaia, mas há controvérsias sobre quem realmente inventou a peça. Acontece que, no mesmo ano, em 1964, o estilista André Courreges "subiu" as saias de sua coleção de verão cerca de 15 centímetros acima do joelho. Seriam as primeiras minissaias. Mas a revolução mesmo foi assinada por Mary Quant, que na mesma época radicalizou ao desenhar saias com mínimos 30 centímetros de comprimento, que deixavam toda a perna de fora e eram usadas com blusas justas (a camiseta ainda era roupa íntima), botas e meias para fazer frente ao frio londrino.

        O fenômeno se alastrou pelo mundo, para desespero das mulheres conservadoras 
     
         Em 1966, a rainha Elizabeth II a condecorou com a Ordem do Império Britânico, prêmio que ela recebeu vestindo mais uma de suas criações.

Proibição

       A saia chegou a ser proibida em países como a Holanda, e houveram protestos contra ela na França. Por outro lado, aconteceram manifestações de mulheres exigindo o direito de usá-las. Demorou uns bons anos para os tabus caírem; a revolução do maiô de 1968 ajudou neste processo.

Fonte: História da Moda
Foto: Internet

     

        

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Estudo analisa aspectos literários da Bíblia Hebraica

A elucidação do passado do Oriente Médio antigo fornece
subsídios para uma reflexão dos conflitos étnicos e religiosos
 que vive a região na atualidade.
    Em matéria oferecida pelo curso de Língua e Literatura Judaica do Departamento de Letras Orientais, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, é feita uma análise multidisciplinar das narrativas bíblicas dos cinco primeiros livros do Pentateuco - Gênesis, Êxodo, Levitico, Números e Deutoronômio - textos centrais do judaísmo e dos profetas.

     Segundo a professora que ministra o curso, Suzana Schwartz, a leitura aprofundada dos textos originais em hebraico revela o talento literário dos escritores bíblicos, que já naquela época demonstravam estar na vanguarda no uso da estética da linguagem. Eles foram responsáveis, por exemplo, pela criação da prosa, o gênero literário que expressa clareza, objetividade e simplicidade, para transmitir suas mensagens ao povo judeu. A prosa permitia que a comunicação chegasse ao interlocutor direto e sem ruído.

      Tanto a bíblia hebraica quanto os textos do Oriente Médio antigo são ricos na coleção de gêneros e formas literárias. Nos escritos bíblicos é possível notar a presença de recursos polissêmicos e semânticos do hebraico bíblico - a multiplicidade dos sentidos da palavra, a interpretação do significado de uma frase ou de uma expressão em um determinado contexto. Além do uso da prosa havia o jogo do silêncio e das pausas como recursos comunicacionais.

       No curso de Bíblia Hebraica são estudados  textos selecionados da Torá, que narram a historia da população judia israelita desde sua origem como grupo familiar passando por tribos e monarquia até chegar à escravização deles pelo Egito e posterior libertação. Para a professora, estudar os originais da Bíblia Hebraica amplia os horizontes do conhecimento e proporciona uma melhor compreensão da formação das culturas ocidental e oriental.     

Fonte: USP